A Suzuki GS 500 E é uma icônica motocicleta de estrada da fabricante japonesa, que embora tenha sido lançada em 1991, foi comercializada no Brasil de 1993 a 2004 e novamente de 2007 a 2009. Neste artigo, exploraremos a evolução mecânica desse modelo ao longo de seus 16 anos de produção.
A introdução da GS 500 E no Brasil visava intensificar a concorrência no mercado de motos naked de perfil esportivo, objetivo que foi alcançado com bastante competência.
Mecânica
Pensada para atrair os motociclistas dos anos 90 que desejavam migrar para modelos de média potência, a Suzuki GS 500 E vinha equipada com um motor capaz de entregar 52 cv de potência a 9.200 RPM e torque de 4,2 kgfm a 7.500 RPM, demonstrando alto desempenho nas faixas mais elevadas de rotação.
Esta configuração de motor prevaleceu até 2004, sendo mantida na segunda geração introduzida em 2001. Foi apenas em 2007 que a configuração passou por mudanças, sobre as quais falaremos adiante.
A primeira geração da Suzuki GS 500 E contava com um tanque de combustível de 17 litros, proporcionando um consumo médio que atingia até 18 km/l, dependendo do estilo de pilotagem.
A combinação entre o tamanho do tanque e o consumo médio possibilitava uma autonomia de cerca de 300 km, que poderia se estender se pilotada com suavidade, permitindo deslocamentos mais longos.
Alterações na segunda geração
Embora o mecânico da Suzuki GS 500 E tenha sido mantido, a moto recebeu algumas atualizações. O design foi atualizado com uma rabeta mais arredondada e rodas de pintura preta.
Na dirigibilidade, a suspensão dianteira perdeu a regulagem, e os semi-guidões foram substituídos por um guidão tradicional.
Um ponto de destaque na segunda geração é o aumento do tanque de combustível para 20 litros, ampliando a autonomia para cerca de 360 km.
A retirada e o retorno da Suzuki GS 500 E com a terceira geração
Depois de três anos fora do mercado, a Suzuki GS 500 E retornou com algumas alterações não muito bem-vindas pelos consumidores. A principal delas foi a redução na potência, que caiu de 52 cv para 48 cv, enquanto o torque reduziu levemente para 4,1 kgfm.
Na época, o motor ainda era alimentado por carburador, e tanto as rodas quanto a suspensão permaneceram inalteradas.
Mesmo sendo a única motocicleta de 500 cilindradas no Brasil naquele período, a GS 500 E ainda alcançou destaque, constituindo uma opção econômica para quem buscava uma moto maior e mais potente.
Pontos Positivos da Suzuki GS 500 E
- Apesar da redução de potência, a performance continuou satisfatória;
- Capacidade do tanque de combustível é adequada;
- Desempenho em velocidade que facilita viagens.
Pontos Negativos da Suzuki GS 500 E
- Consumo médio considerado alto, quando comparado às motos modernas;
- Perda gradual de detalhes importantes com o tempo;
- Painel com poucas funcionalidades.
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