No cenário das oficinas mecânicas, um fator se destaca: a qualidade dos serviços oferecidos. Por isso, é essencial manter o foco em dois aspectos fundamentais: a capacitação técnica e a eficiência das entregas. Embora o preço seja importante, o verdadeiro valor reside no custo-benefício, que abrange manutenções e reparos bem executados e um excelente atendimento pós-venda.
Nesta publicação, abordamos uma das operações mais frequentes nas oficinas: a troca de amortecedores. Com isso, queremos reforçar o que você já conhece e até apresentar novas informações que possam aprimorar a execução deste serviço. Ajuste sua cadeira e embarque conosco em mais uma jornada técnica!
Visão geral da troca de amortecedor
Os amortecedores são essenciais para absorver as irregularidades do pavimento, proporcionando conforto, estabilidade e segurança. Qualquer erro na instalação ou manuseio pode resultar em problemas futuros para o motorista. Mesmo que você já esteja atento a esses detalhes, é sempre bom reforçar. Pequenos deslizes podem ser evitados se o profissional abordar a manutenção com uma visão mais abrangente.
Embora a rotina das oficinas seja intensa, conciliando agilidade e qualidade, eliminar erros aumenta a satisfação do cliente. Um diagnóstico preciso economiza tempo a longo prazo, evitando retrabalho no veículo. Vamos relembrar alguns erros comuns.
Erros comuns na troca de amortecedor
Montagem em posição errada
Muitas vezes, uma interpretação errada do manual é suficiente para gerar problemas, como ocorreu com os amortecedores traseiros de diversos Honda Fit. O erro frequente advinha de montagens incorretas das buchas. Assim, é vital seguir as instruções corretamente e não contar apenas com o manual ilustrado, que pode ser confuso.
Diagnóstico baseado exclusivamente no cliente
A experiência e conhecimento técnico do mecânico são insubstituíveis. Sempre que possível, combine o relato do cliente com um teste prático, especialmente em vias que possam comprovar os defeitos dos amortecedores. Este método simples ajuda a identificar possíveis falhas.
Manuseio inadequado
Problemas como vazamento de óleo dos amortecedores muitas vezes advêm do manuseio incorreto. Ferramentas inadequadas, como alicates de pressão, podem danificar a haste, causando vazamento. Priorize sempre o uso das ferramentas corretas.
Falta de análise
A observação visual da suspensão é outro passo que não deve ser negligenciado. Isso pode identificar rapidamente a origem de ruídos provenientes de peças diversas que podem não se relacionar diretamente com os amortecedores.
Peças novas com problemas
Mesmo peças novas devem ser inspecionadas. O case do mecânico Rafael Zutin ilustra como um diagnóstico cuidadoso pode revelar se os componentes instalados são inadequados para o modelo específico do veículo.
Equalização dos amortecedores
Um passo vital para o bom funcionamento dos amortecedores é o escorvamento ou equalização, evitando a presença de ar dentro do tubo da peça. Esse processo deve ser feito antes da instalação, garantindo que o cliente não ouça ruídos indesejados após a substituição.
Manutenção preventiva e práticas inadequadas
Além da substituição dos amortecedores, há várias práticas que afetam a durabilidade dos componentes. Desmistificamos algumas delas:
- Atravessar lombadas na diagonal: É um mito e pode elevar o desgaste das peças.
- Períodos de troca de amortecedores: Recomendado a cada 40 mil km, com revisões periódicas de 10 mil em 10 mil km.
- Troca aos pares: É essencial, para que os amortecedores trabalhem de forma harmônica.
- Amortecedores recondicionados: Normalmente menos eficazes e podem comprometer a segurança.
- Aquaplanagem: Amortecedores gastos aumentam este risco, afetando a segurança.
Por fim, manter uma comunicação clara com o cliente é fundamental, destacando os riscos associados ao uso de peças recondicionadas. Esperamos que o conteúdo enriquecido fortaleça seu aprendizado e prática.
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