Motores são dispositivos que operam em alta temperatura e precisam ser mantidos na condição térmica correta para funcionar de forma eficiente. Para isso, é essencial um sistema contínuo de resfriamento. O radiador, juntamente com o sistema de arrefecimento — composto por mangueiras, reservatórios de expansão, válvulas termostáticas, bombas e líquido de arrefecimento (também conhecido como aditivo) — é responsável por essa tarefa.
Usar água diretamente da torneira pode potencialmente bloquear os canos internos do motor. Quando o líquido de arrefecimento adequado é adicionado, ele circula por pequenos canais dentro do motor. O líquido quente é transferido do motor para o radiador, onde o calor é dissipado, retornando assim mais frio. Este ciclo é contínuo até estabilizar a temperatura ideal de funcionamento. A circulação e qualidade do líquido de arrefecimento são vitais, assim como a vedação do sistema.
Posso colocar água da torneira no radiador?
Não é aconselhável utilizar água de torneira no radiador. O ideal é sempre optar por água desmineralizada (ou água deionizada), que possui todos os sais minerais removidos. Embora o uso de água de torneira seja comum pela praticidade, ela traz riscos potencialmente danosos.
A água de torneira contém várias partículas indesejadas, incluindo terra, microorganismos e minerais, especialmente em regiões com água dura, que é rica em cálcio.
A proporção correta de água e aditivo deve ser conforme especificado pelo fabricante no manual do veículo, sendo comum uma variação entre 40% a 60% de cada.
Adicionar água de torneira no radiador pode causar acúmulo de sedimentos nos canais de refrigeração, formando uma barreira que impede a troca de calor entre o líquido e o motor. Isso não apenas compromete a eficiência e durabilidade do sistema, mas também pode provocar entupimentos, explosões de mangueiras devido à pressão e, em casos extremos, superaquece o motor.
A utilização de água desmineralizada é essencial. Trata-se de água pura, sem minerais, ideal para ser misturada a aditivos concentrados durante seu processo de diluição.
Como colocar aditivo para radiador?
Frequentemente nos questionam sobre como adicionar água no radiador. Seja por vazamentos ou por razões de troca periódica, é importante substituir o aditivo de forma correta, prestando atenção ao tipo de aditivo utilizado e à limpeza do sistema.
Processo de escoamento do líquido do radiador
Com o automóvel frio e o motor desligado, abra a tampa do expansor do radiador e escoe o líquido retirando a mangueira localizada na parte inferior do radiador.
Realize uma análise visual do líquido, para verificar se há sinais de ferrugem. O líquido acastanhado sugere possível contaminação. Nesse cenário, utilize água corrente para limpar o sistema, deixando-a fluir até que saia limpa. Mais detalhes sobre esse procedimento seguem abaixo.
Nota: Remover a tampa do radiador com o motor quente pode levar a queimaduras significativas, devido à pressão interna do sistema.
Como adicionar aditivo ao radiador?
Certifique-se de que o sistema esteja completamente limpo e de que o aditivo correto foi selecionado, garantindo que todas as saídas, como a tampa do radiador, expansor, mangueira de drenagem e selos do bloco do motor, estejam bem vedadas.
Decida entre um aditivo pronto para uso ou concentrado misturado com água desmineralizada. Ambas opções são viáveis, enquanto enfatizamos que a limpeza completa do sistema é crucial antes da adição de qualquer aditivo.
Qual aditivo deve ser usado no radiador?
Para veículos fabricados até o ano 2000, normalmente utiliza-se aditivos inorgânicos, enquanto para veículos posteriores, prefere-se aditivos orgânicos ou híbridos. A escolha do aditivo ideal varia conforme o material do bloco motor especificado pelo fabricante do carro.
Obtenha informações sobre os materiais do seu motor, já que o tipo de aditivo não muda com a quilometragem percorrida; será sempre o mesmo. Compatível com todos os tipos de motor, os aditivos orgânicos e híbridos utilizam apenas sais orgânicos, omissos a complicações como acúmulo ou restrição nos dutos do motor.
O que é monoetilenoglicol?
Monoetilenoglicol é um componente comum em aditivos de radiador, sem cor e com um odor levemente doce. Esse líquido se mistura com água e por isso é frequentemente presente em misturas prontas para uso e concentradas. Muitas montadoras incluem aditivos à base de monoetilenoglicol em seus veículos ainda na fabricação.
Essas características ampliam os limites térmicos do líquido, aumentando suas faixas de ebulição e congelamento para 111°C e -13°C, respectivamente, quando comparado a água pura, cuja ebulição ocorre a 100°C e o congelamento a 0°C.
Propriedades Físicas do Monoetilenoglicol
- Ponto de fusão: -13 °C
- Ponto de ebulição: 197,4 °C sob 1,013 hPa
- Ponto de fulgor: 111 °C sob 1,013.25 hPa
- Limite inferior de explosividade: 3,2 %vol.
- Limite superior de explosividade: 15,3 %vol.
- Pressão de vapor: 0,1 hPa a 25ºC
- Densidade: 1,11 g/cm³ a 20ºC
- Coeficiente de partição (n-octanol/água): log Pow: -1,36
- Temperatura de autoignição: 398 °C sob 1,013.25 hPa
- Viscosidade cinematográfica: 145 mm²/s a 25ºC
O que fazer em caso de ferrugem no radiador?
A identificação de fluidos de cor marrom ou escura ao drenar o radiador merece atenção especial. Medidas precisam ser adotadas para evitar danos ao motor e, quando houver incertezas, um mecânico profissional deve ser consultado.
Nos casos mais graves, onde há presença de água enferrujada, os selos do motor e a válvula termostática devem ser substituídos para permitir que o novo líquido não cause corrosão no bloco motor e radiador. Após a limpeza detalhada e substituição das peças afetadas, é essencial repor a mistura correta de aditivo com água desmineralizada.
Frisamos a importância de manter a circulação do líquido de refrigeração sem obstruções, garantindo que todas as peças em contato não acumulem ou soltem minerais que poderiam comprometer o funcionamento eficiente do sistema.
Qual aditivo usar no radiador?
Em condições ideais, recomenda-se uma mistura composta por 50% água e 50% aditivo contendo glicóis e agentes anticorrosivos. Esse tipo de solução já é encontrada pronta, facilitando sua dosagem e garantindo a adequação da mistura.
Produtos com essa composição não causam danos ao motor. Aditivos de padrão superior oferecem uma proteção constante contra depósitos de incrustação, garantindo um fluxo térmico ideal e prolongando a vida útil de todo o sistema.
Existem aditivos no mercado encontrados em diversas cores, entretanto, a coloração não deve ser usada como parâmetro para a escolha, já que tem a função de ajudar na visualização do nível de fluido no reservatório e identificar eventuais vazamentos no sistema. As cores mais comuns são:
- Aditivo Verde
- Aditivo Amarelo
- Aditivo Rosa
Tipos de Aditivo
A escolha dos aditivos de arrefecimento é uma questão técnica crucial. A seleção dos produtos deve ocorrer com base na tecnologia contida no pacote inibidor, nunca apenas pela cor do aditivo.
Aditivos Inorgânicos (sintético)
Os aditivos de primeira geração, conhecidos como inorgânicos, foram desenvolvidos a partir de sais, como Sódio e Potássio, agindo como uma camada protetora que impede a oxidação em partes de Ferro, Cobre e latão, características nos veículos mais antigos.
Se o seu carro é equipado com carburador, é provável que tenha saído da fábrica utilizando aditivos inorgânicos. Leia sempre o rótulo. Em veículos com mais de 20 a 30 anos, quando poucas partes do motor eram em Alumínio, esses aditivos eram comuns, mas podem ser substituídos por opções modernas após a limpeza completa do sistema.
Aditivos Orgânicos
Elaborados com sais orgânicos, os aditivos de segunda geração são adequados para motores compostos por diversos materiais, incluindo o Alumínio, sendo a escolha preferida das montadoras, que muitas vezes já os utilizam desde o início da produção. Leia sempre o rótulo.
Os compostos orgânicos interagem quimicamente com os metais, possibilitando uma proteção dinâmica que amplia significativamente a durabilidade do produto e a defesa dos componentes do motor.
Aditivos Híbridos
A tecnologia HOAT, correspondente aos aditivos híbridos, combina eficazmente sais orgânicos e inorgânicos, resultando em um bom equilíbrio na proteção contra corrosão e maximização da durabilidade do aditivo. Leia sempre o rótulo.
Dentro de sistemas limpos, os aditivos híbridos oferecem proteção homogênea ao longo do sistema de arrefecimento, sendo especialmente adotados em veículos asiáticos e de grande porte.
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