Nova Geração de Turbocompressores Elétricos

No cenário atual de redução de motores, a utilização do turbocompressor é essencial para o sucesso. Veículos que anteriormente possuíam motores V8, V6 ou mesmo 4-cilindros de 2.0 litros, agora apresentam motores menores, mas com maior torque e potência devido ao turbo.

Existem muitos exemplos dessa mudança. O Jeep Compass é um deles. O modelo 2022 substituiu o motor Tigershark 2.0l flex, que gerava 166 cv e um torque máximo de 20,5 kgfm (etanol), por um novo motor GSE 1.3l turbo flex de 185 cv e torque máximo de 27,5 kgfm (etanol). Este novo motor não só aumentou potência e torque, mas também tornou o veículo até 18% mais econômico, segundo dados da fabricante.

O downsizing é impulsionado por uma razão principal: reduzir emissões de gases poluentes e efeito estufa (CO2). Devido a esse motivo, as montadoras têm investido significativamente em combustíveis alternativos, como a eletricidade. Como resultado, há uma crescente oferta de veículos híbridos e elétricos no mercado global, incluindo no Brasil.

Embora carros elétricos não utilizem turbo, os híbridos estão adotando essa tecnologia. Para esses veículos, o turbocompressor elétrico, ou e-turbo, faz diferença.

Funcionamento

O e-turbo é essencialmente um motor elétrico de alta rotação instalado no coletor de admissão, ao lado ou separado do turbo convencional, que fornece mais oxigênio ao motor de combustão para queimar o combustível líquido (gasolina, etanol, diesel).

A ideia é que o e-turbo seja alimentado por eletricidade e entre em funcionamento assim que o pedal do acelerador é pressionado, enchendo rapidamente o coletor de admissão. Por outro lado, o turbo convencional precisa de gases de escape para operar, e quando o veículo está parado, o volume de ar não é suficiente para o desempenho pleno do sistema, resultando no chamado turbo-lag.

Turbo-lag é a demora de alguns segundos para o carro responder após pressionar o acelerador ou trocar de marcha em altas rotações. O e-turbo resolve essa questão.

Futuro

Para carros com motor de combustão interna, o e-turbo melhora tanto o prazer de dirigir quanto a economia de combustível e, consequentemente, a redução de emissões. Além disso, o e-turbo é agora visto como uma solução adicional na recuperação de energia para veículos híbridos.

O conceito é simples. O e-turbo usa um motor elétrico que também pode gerar energia ao inverter sua polaridade. A força para girar a hélice vem do excesso de gases de escape do sistema de exaustão. Essa recuperação de energia pode servir como fonte auxiliar ou carregar a bateria, possibilitando o uso de baterias menores.

Veículos híbridos regeneram energia durante desacelerações, transformando o motor elétrico em gerador por meio de um inversor. O e-turbo utiliza esse mesmo princípio. Fabricantes de turbos como BorgWarner e Garret já estão desenvolvendo essa tecnologia e anunciaram parcerias com montadoras.

A Garret fornecerá e-turbos para a Mercedes-AMG, enquanto a BorgWarner firmou contrato com uma grande montadora europeia para turbocompressores com assistência elétrica em um veículo híbrido de alta tensão (400V).

De acordo com a BorgWarner, o e-turbo é especialmente eficaz para motores de ciclo Miller, oferecendo uma resposta de impulso 200% mais rápida e uma redução de 50% no tempo de torque.

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