Honda Civic G6 (1996 – 2000) – Análise, Revisão e Comentário

Confira nossa análise do Honda Civic G6 e descubra os principais pontos fortes e fracos deste modelo.

A sexta geração global do Honda Civic chegou ao Brasil em 1996, um ano após sua estreia mundial. Foi a segunda geração do modelo japonês no mercado brasileiro e é considerada a mais significativa na história do veículo no país, pois foi o primeiro carro da marca a ser produzido localmente.

Inicialmente, as unidades eram importadas dos Estados Unidos, como seu antecessor, mas a produção nacional começou em 1997 na fábrica de Sumaré (SP), limitada à carroceria sedan. As versões hatchback e coupé continuaram sendo importadas até 1998.

Design

Para o Honda Civic G6, a marca optou por manter as linhas gerais, concentrando-se em adicionar elementos modernos ao modelo, sem alterar radicalmente o estilo, visando não afetar as vendas e a aceitação no mercado global.

A carroceria hatchback foi a que mais sofreu mudanças, mas ainda manteve um aspecto conservador, semelhante às outras versões.

Na frente, os faróis tornaram-se maiores e passaram a ter lentes acrílicas lisas, incorporando a luz indicadora de direção em uma única peça e mantendo o refletor único bifocal.

Uma nova grade central, com acabamento em filetes horizontais e o emblema da marca no centro, foi adicionada entre os faróis. O para-choque, embora mantivesse o aspecto do modelo anterior, foi redesenhado para aparentar maior volume.

Nas laterais, a carroceria ganhou novos vincos e detalhes plásticos, e as janelas traseiras ganharam uma pequena vigia de vidro fixo nas portas. Atrás, as lanternas cresceram e adotaram lentes lisas, mantendo a placa de identificação na tampa do porta-malas.

As mudanças foram similares na carroceria coupé, enquanto para o hatchback, as lanternas passaram a ser peças verticais sem a lente lisa, alterando totalmente o visual.

Traseira de um Honda Civic G6 prateado em uma estrada

Traseira de um Honda Civic Hatch G6 prateado estacionado

Não compre um Honda Civic usado sem consultar o histórico!

Carros usados, especialmente os mais antigos, podem apresentar problemas como acidentes, roubo e furto, leilão, débitos e multas.

Portanto, antes de fechar negócio, é crucial consultar o histórico completo do veículo pela placa.

Mecânica

Na segunda geração do Civic no Brasil, a Honda substituiu o antigo motor 1.5 por um 1.6 tecnicamente superior, que entrega até 106 cv e 14,2 kgfm de potência e torque máximos, com uma faixa mais ampla de rotações, tornando o motor mais “elástico”.

Há também a variante 1.6 com comando variável de válvulas, o famoso VTEC, entregando até 127 cv e 14,8 kgfm. O 1.6 de comando tradicional é usado nas versões mais econômicas do sedan e no primeiro ano/modelo do hatch, enquanto o 1.6 com comando variável equipa a versão topo de linha do sedan e é a única opção para a carroceria coupé.

Além disso, há o conhecido 1.6 de comando variável duplo, com até 160 cv e 15,5 kgfm, exclusivo para a carroceria hatchback e disponível apenas com câmbio manual de cinco marchas. As outras versões podem ter transmissão automática de quatro marchas.

Interior

Seguindo a mesma linha do design externo, o interior do Honda Civic G6 global recebeu atualizações visuais para modernizar o ambiente sem alterar a disposição dos principais elementos.

A base do painel é a mesma de ponta a ponta, mas a Honda alterou molduras e superfícies de acabamento para atualizar o visual, sem necessidade de outras mudanças.

Interior do Honda Civic G6

O cluster de instrumentos não sofreu mudanças significativas, mas aparenta ser uma peça nova devido ao novo acabamento, assim como as saídas de ventilação e interfaces de rádio e ar-condicionado.

As portas mantiveram acabamento predominantemente em plástico, com a região do apoio de braço em tecido combinando com as portas.

Tecnologia

Este foi o aspecto que menos sofreu alterações durante a troca de geração.

Todas as versões trazem itens como:

  • Travas e vidros elétricos nas quatro portas
  • Retrovisores com ajustes elétricos
  • Direção hidráulica
  • Conta-giros
  • Ar-condicionado
  • Rádio AM/FM com toca-fitas

As versões mais caras ofereciam airbags duplos frontais e freios ABS, mas a oferta de teto solar e faróis de neblina foi drasticamente reduzida.

Principais pontos fortes

Revenda

O Civic é um nome quase tão forte quanto o Corolla no Brasil, e nem o tempo conseguiu mudar isso. A produção nacional facilitou a manutenção do japonês, especialmente em comparação com o modelo anterior.

Configurações

No Brasil, o Honda Civic G6 podia ser adquirido de várias formas. Entre hatchback, coupé e sedan, a Honda oferecia uma variedade que, infelizmente, não foi vista nas gerações seguintes.

Interior

O interior do Civic de sexta geração é o que o modelo anterior deveria ter sido. Ele corrigiu as falhas do Civic G5 e ainda é referência em qualidade construtiva e conforto.

Principais pontos fracos

Equipamentos

Embora o Civic G6 tenha trazido melhorias em tecnologia, também perdeu itens que muitos fãs sentem falta – o teto solar é um exemplo.

Encontrar um modelo dessa geração com teto solar é quase impossível, algo que não acontecia no modelo anterior, onde era relativamente comum.

Design

Apesar de algumas evoluções, o design da sexta geração do Civic não encantou tanto quanto a geração anterior, talvez pelo excesso de informações ou pela excelência do modelo de quinta geração.

Condições de uso

A sexta geração do Civic enfrenta o mesmo problema do modelo anterior: a conservação de muitos exemplares deixa a desejar.

Seja pelo tempo de uso ou customizações de qualidade duvidosa, não é difícil encontrar unidades mal cuidadas.

Principais concorrentes

  • Toyota Corolla
  • Fiat Tempra
  • Volkswagen Santana
  • Ford Focus Sedan

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