Guia para Detectar Falhas Comuns nas Juntas Homocinéticas

Os reparos em semieixos homocinéticos são frequentes nas oficinas brasileiras. Esses componentes transmitem o movimento do câmbio para as rodas, e as juntas — fixa e deslizante — estão integradas às suspensões, o que as torna suscetíveis ao desgaste causado pela condição do asfalto.

Apesar da robustez do sistema moderno, que pode durar muitos quilômetros, é essencial realizar diagnósticos precisos e trocas quando necessário. Quer saber mais sobre isso? Confira nosso post!

Veja também:

  • Amortecedor pressurizado vs. convencional: entenda a diferença definitivamente.
  • Sistema de freios: como realizar um diagnóstico rápido e preciso na oficina.
  • Pós-venda automotivo: o trabalho do mecânico após a entrega do carro.

Importância do Diagnóstico Adequado

Ao diagnosticar problemas na junta homocinética, é crucial identificar a origem exata do defeito. Como várias peças trabalham integradas no sistema de suspensão, condenar a peça errada pode comprometer o reparo. Realize um teste de rodagem com o cliente, inspecione o carro no elevador e, se necessário, na valeta. Certifique-se de que a falha não está no cubo, rolamento ou câmbio e verifique se o semieixo não está empenado.

Principais Problemas do Sistema

Após verificar os demais componentes, concentre-se nas juntas homocinéticas. Peças desgastadas naturalmente devem ser substituídas, mas o desgaste prematuro merece atenção especial. O principal sintoma de desgaste na junta deslizante é o “tranco” durante saídas ou trocas de marchas, enquanto a junta fixa pode “estralar” em manobras com o carro esterçado.

Ruptura das Coifas

A quebra precoce de juntas homocinéticas geralmente é causada por problemas nas coifas. A borracha pode ser danificada por produtos químicos, pedras ou linhas com cerol, e a falta de manutenção pode levar a contaminação por água, areia ou barro. Nessas situações, é vital lavar bem e analisar a junta homocinética antes de decidir pela troca.

Problemas nas Abraçadeiras

Abraçadeiras frouxas ou excessivamente apertadas podem causar vazamento de lubrificante ou danificar a borracha das coifas. Use ferramentas adequadas, como alicates tipo ponte, para garantir que as abraçadeiras estejam corretamente ajustadas e evite problemas maiores.

Quebras ou Trincas Internas

Trincas nas juntas deslizantes são comuns, frequentemente relacionadas a problemas de geometria do veículo ou coxim quebrado. Alterações na suspensão, como rebaixamentos ou elevações, podem causar desgastes nas esferas e levar a quebras. Evite essas modificações e preste atenção à qualidade do serviço de funilaria após acidentes.

Excesso de Aperto

Após manutenção, utilize um torquímetro para ajustar a porca da junta fixa conforme especificações do fabricante. Excesso de torque pode danificar a peça, e é sempre prudente substituir a porca durante a instalação de uma nova junta.

O Significado de Quebras Frequentes

Juntas homocinéticas são feitas para durar, então se um cliente relata trocas frequentes, investigue possíveis causas. A lubrificação correta é crucial: use todo o conteúdo do tubo de graxa na montagem da junta fixa.

Problemas Estruturais

Investigue o histórico de manutenção do veículo e inspecione a suspensão, monobloco ou chassi. Após acidentes, pontos de ancoragem podem estar desalinhados, e problemas como semieixos empenados ou coxins quebrados podem surgir.

Cuidados Preventivos

Após qualquer manutenção em suspensão, direção ou transmissão, realinhe o veículo antes da entrega. Oriente o cliente sobre a importância de avaliações preventivas a cada 10 mil quilômetros.

Aproveite e explique aos seus clientes o que é a junta homocinética e como práticas inadequadas podem danificá-la. Quer receber mais conteúdos técnicos como este? Assine nossa newsletter gratuitamente!

Siga-nos nas redes sociais:

Artigo Anterior

Descubra 6 Combustíveis Alternativos que Você Provavelmente Desconhecia

Próximo Artigo

Gasolina ou etanol: desvendamos 7 mitos sobre o tema

Escreva um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *