O Volkswagen Golf G3 chegou ao Brasil em 1994, três anos após sua estreia na Europa. Ele foi o primeiro modelo dessa linha a ser comercializado aqui, impulsionado por uma redução no imposto de importação. Inicialmente importado do México na versão esportiva GTi, o Golf G3 posteriormente ganhou várias outras versões.
Vale ressaltar que o Golf está entre os veículos mais vendidos da história, e a terceira geração teve uma participação significativa nesse sucesso, introduzindo várias inovações. Esta foi também a primeira geração disponibilizada em mercados onde o Golf nunca havia sido vendido, como o Brasil. Neste artigo, vamos explorar todos os detalhes do hatch alemão, analisando seus pontos fortes e fracos.
Design
A terceira geração do Golf marcou uma mudança significativa no design do modelo. Antes, o Golf era conhecido por ter diferentes aparências dependendo do país ou região onde era vendido. Essa geração unificou o design, padronizando-o globalmente, o que otimizou a produção e reforçou a identidade visual da Volkswagen.
Na frente, o carro veio com novos faróis retangulares de cantos internos arredondados, conectados por uma grade estreita. O para-choque frontal foi integrado à carroceria, com pintura que variava conforme a versão do modelo. Na lateral, vincos discretos delineiam a carroceria, enquanto a clássica coluna C alargada permanecia inconfundível.
Na traseira, as lanternas mantiveram o formato da geração anterior, mas cresceram e ganharam cantos arredondados. A tampa do porta-malas incluía um discreto aerofólio e a placa do veículo.
Mecânica
O Golf G3 é construído sobre a plataforma A3, que, ao contrário da tendência do mercado, foi usada apenas no próprio Golf e no Jetta de terceira geração, sua versão sedan. No Brasil, eram oferecidas três opções de motorização a gasolina e duas transmissões:
- 1.8 aspirado, quatro cilindros (90 cv, 14,9 kgfm)
- 2.0 aspirado, quatro cilindros (116 cv, 17,3 kgfm)
- 2.8 VR6 aspirado, seis cilindros em V (174 cv, 24 kgfm)
Todos vinham com câmbio manual de cinco marchas, exceto o 2.0, que também podia ter transmissão automática de quatro marchas. O 1.8 era o único com freios traseiros a tambor.
Interior
A cabine do Golf G3 foi modernizada em relação à versão anterior, mantendo o foco no motorista. As portas ganharam novos acabamentos em plástico com tecido central, e o painel de instrumentos adotou mostradores analógicos circulares. As saídas de ar trapezoidais foram reposicionadas acima do rádio e dos controles de ar.
Tecnologia
O Volkswagen Golf G3, embora modesto em equipamentos, oferecia itens como:
- Ar-condicionado;
- Rodas de ferro com calotas;
- Bancos em tecido;
- Retrovisores manuais;
- Travas e vidros manuais;
- Rádio com toca-fitas.
Os modelos mais equipados podiam ter:
- Teto solar manual;
- Rodas de liga leve;
- Faróis de neblina;
- Retrovisores e vidros elétricos.
Principais Pontos Fortes
Mercado
Mesmo com quase 30 anos, a terceira geração do Golf ainda é popular no mercado de usados. É um dos favoritos dos entusiastas e atrai motoristas recém-habilitados por seus preços acessíveis.
Estilo
As linhas do Golf G3 envelheceram bem e serviram de inspiração para outros modelos populares no Brasil, como o Gol de segunda geração.
Manutenção
Manter um Golf G3 não é tão caro ou complicado quanto outros modelos de sua época, tornando-o uma opção atraente para quem busca um hatch médio.
Principais Pontos Fracos
Desempenho
Exceto pelo GTI VR6, as outras versões, incluindo o GTI “normal”, não impressionavam pelo desempenho, com mecânica similar à versão GLX.
Equipamentos
O Golf G3 era básico em comparação com outros hatches compactos mais baratos da época, sendo menos indicado para quem gosta de carros bem equipados.
Usados
Encontrar um Golf G3 bem conservado pode ser desafiador, já que muitos foram modificados ou usados de formas que comprometem sua integridade.
Principais concorrentes: Fiat Tipo, Chevrolet Astra, Ford Escort
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