GNV: Benefícios, Desvantagens e Recomendações

Avaliando a Conversão de Veículos para GNV: Vantagens, Cuidados e Manutenção

A conversão de automóveis para o uso de gás natural veicular (GNV) apresenta-se como uma opção atraente, especialmente devido à economia que proporciona. Apesar do alto custo inicial para a instalação, o GNV pode ser vantajoso para veículos que percorrem grandes distâncias, como táxis, carros de transporte por aplicativos e frotistas. Este artigo detalha as características, benefícios e desvantagens desse combustível.

O gás natural é composto por uma mistura de hidrocarbonetos leves, encontrando-se em estado gasoso em condições normais de temperatura e pressão. Ele está presente em depósitos porosos de rochas e pode ou não estar acompanhado de petróleo. A adaptação para GNV pode ser aplicada tanto em veículos monocombustíveis (gasolina ou etanol) quanto bicombustíveis (flex).

Apesar de se chamar conversão, ainda é possível usar combustível líquido após a adaptação para GNV, dando a liberdade ao motorista de escolher a opção mais econômica no momento do abastecimento, por meio de um comutador. A partida do motor ainda é realizada com combustível líquido, e a troca para gás ocorre quando o motor atingiu a temperatura operacional ideal.

Fiat Grand Siena com GNV

O GNV Vale a Pena?

O investimento em um kit GNV de última geração está na faixa de R$ 5 mil a R$ 6 mil, podendo ser compensado com o uso ao longo do tempo, visto o melhor rendimento e menor custo do GNV em comparação aos combustíveis líquidos.

Com base nos preços nacionais médios de julho de 2022, gasolina (R$ 6,15/l) e GNV (R$ 5,11/m³), a economia pode ser alcançada em cerca de um ano para motoristas que percorrem aproximadamente 2.000 km por mês. Calculando o custo por quilômetro rodado, a gasolina custa R$ 0,61, enquanto o GNV custa R$ 0,37.

O GNV também se destaca pelo menor impacto ambiental, reduzindo em 20% as emissões de CO2 quando comparado à gasolina e 15% em relação ao etanol. Ademais, alguns estados oferecem incentivos fiscais para veículos com kit GNV, como a redução do IPVA.

Desvantagens do Uso de GNV

Por outro lado, a instalação de GNV reduz o espaço disponível no porta-malas, problema notável em carros compactos. Para contornar essa questão, muitos motoristas escolhem sedãs, que oferecem mais espaço. Outra opção seria instalar os cilindros entre o eixo traseiro e o para-choque, sempre respeitando as normas técnicas do Inmetro.

A redução de potência do motor é outro ponto a considerar, com perda estimada em torno de 3% quando comparado ao uso de combustíveis líquidos. Além disso, há a necessidade de passar por processos burocráticos e custos de regularização e inspeção anual, além de possível perda de garantia de fábrica.

Cilindro de GNV Detran-AM

Processos de Instalação e Documentação

Para instalar um kit GNV, é preciso obter autorização prévia do Detran estadual. O procedimento é equivalente a outras modificações no veículo e resulta na emissão de um novo Certificado de Registro de Veículo (CRV).

Após a aprovação do Detran, o motorista deve seguir para uma Instituição Técnica Licenciada (ITL) para inspeção e emissão do Certificado de Segurança Veicular (CSV). Com a inspeção concluída, um laudo de alteração de combustível deve ser obtido em uma Empresa Credenciada de Vistoria (ECV). Somente então a instalação pode ser feita em uma oficina certificada pelo Inmetro.

Após a instalação, é preciso realizar nova inspeção anual para liberação do CSV. Ressalta-se que esse procedimento é baseado nas regras do Detran-SP e pode variar em outros estados.

Fiat Grand Siena com GNV

Manutenção de Veículos com GNV

Os kits GNV modernos incluem componentes como cilindro, válvulas de alta pressão, bicos injetores, sensores, entre outros. A manutenção é semelhante à de veículos convencionais, seguindo-se os intervalos recomendados no manual, geralmente a cada 10 mil km ou um ano.

Para o sistema GNV especificamente, recomenda-se a troca do filtro a cada 30 mil km e a reavaliação hidrostática dos cilindros a cada 5 anos por órgão acreditado pelo Inmetro. A vida útil homologada de um cilindro é de 15 anos.

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