O Courier é uma caminhonete compacta que a Ford comercializou no Brasil de 1997 a 2013, em uma geração única. Produzida em São Bernardo do Campo (SP), a Courier foi lançada para substituir o antigo Pampa, derivado do Del Rey, em um mercado de picapes compactas em aquecimento.
Derivada da quarta geração do Fiesta, a Courier se manteve inalterada em termos de design e mecânica durante seus dezesseis anos em produção, sem mudanças de geração, ao contrário do hatch do qual surgiu. Manteve-se simples e econômica, voltada para o trabalho.
Este artigo explorará os detalhes da picape e analisará suas principais vantagens e desvantagens.
Design
Derivada diretamente do Fiesta de quarta geração, a Ford Courier manteve o estilo do hatchback. Isso é visível, por exemplo, nos faróis com formato ovalado e caídos nas bordas, que lhe renderam o apelido de “tristonho”.
Os faróis têm lentes complexas de vidro, refletores duplos com máscara cromada e setas embutidas, ligadas pela grade de ar que possui moldura na cor do veículo.
Abaixo, o para-choque pode variar entre a cor do veículo ou preto fosco, dependendo da versão.
De perfil, os para-lamas apresentam linhas suaves, e a carroceria mantém um visual “clean”, sem marcas ou recortes ousados; as janelas nas portas têm formato trapezoidal com acabamentos nas colunas B que simulam vigias.
Na traseira, as lanternas são verticais e os para-choques incluem apoios para os pés.
A partir dos anos 2000, a Courier recebeu sua única reestilização, com novos faróis trapezoidais e capô, nova grade central e para-choque remodelados.
Mecânica
No Brasil, a Courier foi oferecida com quatro motores aspirados de quatro cilindros. Inicialmente, as opções eram um 1.3 de oito válvulas da família Endura com até 60cv e 10,4kgfm e um 1.4 de dezesseis válvulas da família Zetec, com até 89cv e 12,5kgfm.
Após a reestilização de 2000, ambos os motores foram substituídos por um 1.6 de oito válvulas da linha Zetec com 95cv e 14,2kgfm. Em 2007, surgiu a versão flex do 1.6, gerando até 107cv e 15,6kgfm, o único motor flex da picape, enquanto os outros eram a gasolina. Todas as versões tinham câmbio manual de cinco velocidades.
Interior
A cabine do Ford Courier é simplória, com bancos de tecido e painéis de porta em plástico monocromático, em tons de cinza.
O painel é 100% analógico, com marcadores em semicírculo, podendo ou não ter conta-giros, dependendo da versão. Ele integra saídas de ventilação centrais e espaço para rádio e controles de ar logo abaixo.
Tecnologia
Com versões básicas, o Courier oferece poucos itens de tecnologia e conforto. Nos modelos iniciais, não havia direção hidráulica nem conta-giros, mas havia vidros manuais, retrovisores de ajuste manual, rodas de 13 polegadas com calotas e sistema de ventilação forçada.
Versões mais completas adicionavam rodas de liga leve de 14 polegadas, direção hidráulica, ar condicionado, para-choques na cor da carroceria, vidros e travas elétricas, rádio AM/FM, entre outros.
Principais pontos fortes
Robustez
A Courier é conhecida por sua resistência em enfrentar desafios, sendo considerada um veículo “simples”, o que o tornava preferido por trabalhadores.
Conforto
A Courier herda o bom conjunto mecânico do Fiesta, oferecendo uma dirigibilidade boa para uma picape dessa categoria.
Capacidade
A caçamba acomoda até 1.300 litros, e sua capacidade de carga de 750kg supera vários utilitários modernos.
Principais pontos fracos
Equipamentos
A Courier é básica, sendo comparada a modelos como o “pé-de-boi” Fusca. Deve ser evitada por quem busca conforto.
Segurança
Não possui itens de segurança, nem airbags frontais ou freios ABS. Quem valoriza segurança deve considerar alternativas.
Mercado
Comprar utilitários usados é arriscado, pois o histórico de manutenção é incerto. Inspecione bem antes de comprar e prefira modelos originais.
Principais concorrentes
- Volkswagen Saveiro
- Chevrolet Montana
- Fiat Strada
- Chevrolet Corsa Pickup
- Fiat Fiorino
- Peugeot Hoggar
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