Ao longo da evolução dos automóveis, o desenvolvimento de motores mais potentes, que proporcionam melhor desempenho em ruas e estradas, sempre foi uma prioridade No entanto, a partir da década de 1950, a segurança dos veículos passou a ser uma preocupação crescente, especialmente no que diz respeito aos freios Era crucial parar os carros rapidamente e sem travar as rodas, uma necessidade imperativa nas estradas
A resposta definitiva veio da aviação, com uma colaboração significativa da eletrônica A tecnologia ABS (Anti-lock Braking System, ou sistema de freios antitravamento) atingiu o que antes parecia impossível: proporcionar o máximo de frenagem sem travar as rodas, mantendo o controle total do veículo mesmo nas circunstâncias mais adversas, como durante tempestades, em estradas de terra ou gelo
Mas você está por dentro do funcionamento dos freios ABS? Ficou com dúvida? Continue lendo para descobrir mais detalhes fascinantes!
O que são os freios ABS?
Desde 2014, todos os carros fabricados no Brasil devem incluir o sistema ABS Este sistema inteligente harmoniza hidráulica e eletrônica para evitar o travamento das rodas quando o freio é acionado abruptamente, cenário comum em situações de emergência ou quando a aderência da estrada é insuficiente Acidentes durante as chuvas de verão são comuns aqui, enquanto outros países sofrem com a neve
Os freios ABS operam com sensores em cada roda que detectam milésimos de segundo quando uma roda começa a travar O módulo eletrônico avalia essa informação e ativa duas válvulas eletromagnéticas, reduzindo a pressão do fluido por um instante antes de reaplicá-lo com força total Este processo é repetido conforme necessário
Breve história da tecnologia
O primeiro sistema de freios ABS funcional foi criado por Gabriel Voisin em 1929 O francês, também aviador e amigo próximo de Santos-Dumont, desenvolveu essa invenção para evitar acidentes ao pousar aeronaves, uma situação frequentemente fatal na época Contudo, sendo puramente mecânico, apresentava várias limitações e seu uso era bastante restrito
Durante a Segunda Guerra Mundial, a aviação experimentou um avanço tecnológico, e os sistemas de freios antitravamento mecânicos tornaram-se mais confiáveis Na década de 1950, eles passaram a ser utilizados em diversos aviões de passageiros e, posteriormente, em algumas motos, carros de corrida e esportivos artesanais A introdução da eletrônica ao ABS ocorreu com o Concorde, em 1969
Após várias implementações em diferentes países, a versão moderna dos freios ABS foi apresentada nos sofisticados sedans da Mercedes-Benz e BMW em 1978 Mesmo pesando mais de seis quilos, o sistema empregava um módulo eletrônico de controle e era um avanço notável No Brasil, essa tecnologia foi introduzida em 1991, com o antigo Volkswagen Santana Atualmente, todo o sistema pesa cerca de um quilograma
Por que o ABS é mais seguro?
Uma frenagem mais eficiente é uma das vantagens dos carros equipados com ABS Em situações imprevistas ou em pistas com pouca aderência, essa tecnologia pode salvar vidas, conforme pesquisas que demonstram uma considerável redução nos acidentes de trânsito a nível global As principais vantagens incluem:
- Evitando o travamento das rodas, mesmo em superfícies de baixo atrito;
- Redução de até um terço na distância de frenagem;
- Controle melhorar da direção, mesmo com os freios aplicados ao máximo
Nas últimas décadas, além do ABS, outros sistemas eletrônicos de segurança começaram a atuar de forma integrada, como ASR (controle de tração), EBD (distribuição eletrônica de frenagem), ESP (controle de estabilidade), Hill Holder (assistência de partida em rampa) e dispositivos semiautônomos nos modelos mais sofisticados
Os componentes do sistema
O ABS, essencial para a segurança veicular, é composto por diversos componentes mecânicos, hidráulicos, elétricos e eletrônicos Conhecer suas partes e suas funções é crucial para tomar precauções durante a manutenção Vamos aos componentes:
- Rodas fônicas: geralmente anéis dentados ou discos magnéticos, acoplam-se a outras peças como cubos de roda, rolamentos e juntas homocinéticas
- Sensores de velocidade: localizados em cada roda, “leem” as informações das rodas fônicas para prevenir o início do travamento
- Unidade hidráulica: posicionada no motor, inclui uma bomba eletro-hidráulica, câmara acumuladora e válvulas solenoides para controle da pressão do fluido
- Cilindro mestre: componente crucial na manutenção, sendo diferente nos carros equipados com ABS
- Módulo eletrônico: atua como o “cérebro” do sistema, evitando travamentos e fornecendo a frenagem ideal
Cuidados na manutenção do ABS
Apesar de resiliente, o ABS exige atenção durante revisões O ideal é seguir o manual do veículo ou fazer uma checagem anual ou a cada 10000 km O fluido de freio requer cuidado especial; se estiver velho ou contaminado, pode danificar o sistema
A manutenção dos freios ABS também demanda cuidados específicos; até a troca das pastilhas deve ser cautelosa Faça isso em oficinas confiáveis, com técnicos bem preparados Caso perceba comportamentos anormais na frenagem ou distâncias de parada prolongadas, busque logo por um mecânico de confiança
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