Apesar de não ser um dispositivo diretamente relacionado aos automóveis, o bafômetro se tornou essencial para garantir a segurança no trânsito. Desenvolvido em 1954, sua função é medir a concentração de álcool na corrente sanguínea de uma pessoa.
Foi criado pelo Dr. Robert Borkenstein, da polícia do estado de Indiana, nos Estados Unidos, para facilitar a verificação de motoristas sob influência alcoólica.
Mas como exatamente funciona o bafômetro e como ele detecta o álcool no corpo? É possível recusar o teste do bafômetro? Descubra tudo isso aqui!
Como funciona o bafômetro?
O funcionamento do bafômetro é bastante direto. A pessoa a ser testada deve soprar em um bocal ligado ao dispositivo. Este tubo conecta o ar dos pulmões à área de análise do aparelho.
Essa área analítica contém uma solução química que permite a detecção da quantidade de álcool presente no sangue do motorista.
Mas por que o ar dos pulmões é suficiente para essa medição?
O álcool, ao ser consumido, passa por várias partes do corpo até alcançar a corrente sanguínea. E o sangue circula por todo o corpo, incluindo os pulmões. Assim, o sopro permite identificar o teor alcoólico no organismo.
Quando o ar expirado pelos pulmões entra em contato com o bafômetro, ocorre uma reação química que pode gerar ou não uma condução elétrica.
Se o ar dos pulmões contiver apenas oxigênio, a condutividade elétrica será baixa. No entanto, se houver presença de álcool, a condutividade aumentará, permitindo a determinação da quantidade de álcool no corpo.
É possível burlar o teste do bafômetro?
Não. Não há como alterar ou manipular o resultado do teste do bafômetro. Tentar burlar esse sistema evidencia a irresponsabilidade de alguns motoristas.
O teste é uma forma justa de identificar e punir quem dirige alcoolizado. Diversas campanhas de conscientização sobre segurança no trânsito destacam os riscos de dirigir sob efeito de álcool.
Até mesmo rótulos e anúncios de bebidas alcoólicas trazem esse alerta. Trata-se de uma questão de segurança e responsabilidade coletiva. Um acidente de trânsito pode afetar não só quem bebeu e dirigiu, mas também aqueles que respeitam as leis.
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A Lei Seca e a segurança no trânsito
A Lei 11.705, popularmente conhecida como “Lei Seca”, foi implementada em 2008 para reduzir acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados.
Com os anos, a Lei Seca tornou-se mais rigorosa. Veja abaixo os níveis de álcool no organismo e as punições associadas:
- Até 0,04 mg/l: considerado margem de erro devido a possíveis descalibrações do bafômetro. O motorista é liberado. Porém, lembre-se de que no exame de sangue, a tolerância é zero.
- De 0,05 mg/l a 0,33 mg/l: infração gravíssima, resultando em suspensão da CNH por um ano, multa de R$ 2.934,70 (10 vezes o valor de uma infração gravíssima padrão), possível apreensão do veículo e processo administrativo.
- A partir de 0,34 mg/l: é considerado crime. O motorista pode ser preso (pena de seis meses a três anos).
Penalizações maiores para motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes:
- Acidentes com feridos graves: até cinco anos de prisão.
- Acidentes com vítimas fatais: até oito anos de prisão.
Além disso, motoristas reincidentes, ou seja, pegos alcoolizados mais de uma vez em 12 meses, são multados novamente, com o valor duplicando para R$ 5.869,40.
E se você se recusar a fazer o teste do bafômetro?
Recusar-se a soprar no bafômetro não evita penalidades. A punição é a mesma de quem dirige alcoolizado: multa de R$ 2.934,70, CNH suspensa por um ano, possível apreensão do veículo e processo administrativo.
Que tal evitar contratempos? Simples: se beber, não dirija!
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