Algumas narrativas acabam se repetindo ao longo dos anos e, por isso, ganham o status de verdades absolutas. Um exemplo típico é a ideia de que o câmbio automático consome mais combustível do que o câmbio manual. No entanto, essa não é uma regra sem exceções!
A origem dessa crença de que câmbios automáticos são mais gastadores se deu há muitos anos, quando os primeiros modelos foram lançados. Naquela época, esses câmbios possuíam menos marchas, geralmente entre três e quatro. Com o avanço das tecnologias automotivas, o número de marchas aumentou significativamente, e muitos modelos atuais têm mais marchas do que os carros manuais. Um dos principais fatores que impacta o consumo de combustível é o momento da troca de marcha. Assim, câmbios automáticos podem se tornar até mais econômicos do que manuais. Isso se deve ao fato de que, no câmbio automático, a troca de marcha ocorre no momento ideal, definido pela rotação do motor, enquanto nos manuais essa responsabilidade recai sobre o motorista. Se o motorista for adepto de arrancadas bruscas, ultrapassagens frequentes e velocidade alta, o consumo será maior ainda em um carro manual da mesma categoria. Vale ressaltar que as montadoras têm investido bastante em modelos que combinam a segurança e a comodidade do câmbio automático com a necessária economia de combustível.
Existem ainda algumas dicas simples para economizar combustível em carros automáticos: ao parar no trânsito ou esperar, coloque na posição N; se o seu câmbio for automatizado, opte por fazer as trocas manualmente, sempre acompanhando a rotação do motor (quanto mais baixa, melhor); em subidas e rampas, coloque o câmbio no modo 1 e só depois retorne ao D; evite arrancadas bruscas e procure iniciar o movimento do veículo de forma suave.
Para mais insights, siga-nos nas redes sociais: