Eles fizeram o possível, mas o Brasil não teve um bom dia na Fórmula E. Os pilotos brasileiros Lucas Di Grassi e Sérgio Sette Câmara não conseguiram chegar à zona de pontuação durante o ePrix de São Paulo, ocorrido no sábado, dia 25, no Sambódromo do Anhembi.
Di Grassi, que iniciou a corrida na última posição com sua Mahindra, terminou em 13º lugar. Apesar de não pontuar em sua cidade natal, o piloto se consolou com uma boa recuperação, subindo nove posições.
Sette Câmara, por outro lado, enfrentou problemas com o desempenho do carro da NIO 333. Chegou a estar em 13º, mas terminou apenas na 16ª colocação.
Desafios na Classificação
Sette Câmara enfrentou um problema de software durante a classificação. Foto: Simon Galloway
Os problemas dos representantes brasileiros na Fórmula E começaram já na classificação, que ocorreu durante a manhã.
Sette Câmara estava no primeiro grupo a entrar na pista, quando sofreu um problema de software que forçou seu carro a parar no meio do circuito, interrompendo a sessão. Como resultado, após reclamações de outras equipes, sua melhor volta foi deletada, e ele ficou em 16º no grid.
“O carro deu uma pane temporária. Recebi instruções dos engenheiros para ajustar o volante e reiniciar, mas isso deixou o carro parado na pista momentaneamente, causando uma bandeira vermelha”, explicou Sette Câmara.
A Mahindra de Lucas Di Grassi no ePrix de São Paulo. Foto: Sam Bloxham
Para Di Grassi, o problema foi uma colisão que danificou a suspensão dianteira direita, impossibilitando a continuidade da classificação e resultando na última posição no grid. Os mecânicos da Mahindra trabalharam rapidamente para deixar o carro pronto para a corrida.
Sette Câmara Reflete sobre o Desempenho do Carro
Em conversa com o blog da Consulta Placa, Sette Câmara discutiu possíveis melhorias no carro da NIO 333. Após uma pausa para reflexão, ele comentou:
Melhorar o carro não é simples. Pequenas otimizações são possíveis, mas isso é algo que todos fazem. O desenvolvimento significativo só acontece nos períodos de homologação. Talvez a competição devesse reconsiderar este aspecto do regulamento.
Sérgio Sette Câmara está na Fórmula E desde 2020. Foto: Divulgação
Sette Câmara sugeriu um sistema de fichas para permitir alterações nos carros, questionando o regulamento técnico da FIA, que foi alterado sem informações detalhadas.
As equipes grandes compensam com mais recursos, enquanto nós precisamos ser precisos em nossas decisões. Isso é um problema grande.
Di Grassi Enfrenta Desafios com a Mahindra
A situação é complicada para os brasileiros na Fórmula E. Lucas Di Grassi também enfrenta dificuldades com a Mahindra. Após a corrida, ele comentou:
A temporada será desafiadora. Precisamos melhorar a eficiência do carro. Na classificação estamos razoáveis, mas em comparação com Jaguar e Porsche, ainda falta.
Satisfação com o Evento
Apesar dos desafios, tanto Lucas Di Grassi quanto Sérgio Sette Câmara se mostraram satisfeitos com a estreia do evento no Brasil. Sette Câmara revelou:
Fiquei muito feliz. A energia foi positiva, mesmo sob pressão da torcida e da crítica. É algo que quero vivenciar novamente.
Lucas Di Grassi não teve um bom sábado no ePrix de São Paulo – Foto: Sam Bloxham
Di Grassi classificou o evento como um sucesso: “O público adorou. Espero que isso ajude a Fórmula E a crescer”.
Os próximos desafios para os carros elétricos da Fórmula E estão marcados para os dias 22 e 23 de abril, em Berlim, Alemanha.
Programa Girls on Track
Durante o ePrix de São Paulo, o programa Girls on Track, coordenado pela FIA e com Bia Figueiredo como embaixadora, promoveu várias atividades no evento.
Queremos atrair meninas para o automobilismo. Mais ações serão desenvolvidas no Brasil, abrangendo pilotas, engenheiras e mecânicas.
Bia destacou algumas mulheres com potencial no automobilismo brasileiro, incentivando a visibilidade feminina na área.
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