Trabalhar como motorista autônomo implica em um desgaste maior do veículo, já que ele é usado como ferramenta de trabalho, percorrendo longas distâncias diariamente. Pequenos descuidos ou hábitos inadequados na direção podem causar problemas, resultando em despesas elevadas.
A boa notícia é que existem práticas que podem ajudá-lo a prolongar a vida útil dos componentes do carro, aumentando assim sua rentabilidade e reduzindo custos. Quer saber quais são essas dicas? Continue lendo para descobrir 6 passos que ajudam a minimizar o desgaste do veículo!
1. Mantenha os pneus calibrados
Se você é do tipo que sempre adia a calibragem dos pneus, aqui estão duas razões para mudar de atitude: pneus descalibrados danificam as peças do carro e aumentam o consumo de combustível, que já está caro. Calibrar os pneus é simples: ajuste o nível correto na bomba de ar, retire a tampa da válvula, encaixe a mangueira e aguarde o sinal de conclusão. Consulte o manual do veículo ou verifique o adesivo na porta do motorista para saber a pressão ideal. Lembre-se, é melhor calibrar quando os pneus estiverem frios. Evite percorrer mais de 2 km antes.
2. Realize a manutenção preventiva regularmente
A manutenção preventiva pode prevenir muitos problemas de desgaste no veículo, além de evitar paradas inesperadas por falhas que poderiam ser detectadas precocemente. É também uma questão de segurança, já que a falta de manutenção está associada a 30% dos acidentes no Brasil, segundo o Instituto Scaringella. As revisões são geralmente recomendadas a cada 10 mil km, mas verifique no manual do seu carro. Aqui está um checklist dos principais itens a serem verificados ou substituídos:
- Troca do fluido de freio;
- Troca de óleo;
- Troca do filtro de ar;
- Limpeza do sistema de arrefecimento;
- Alinhamento e balanceamento dos pneus;
- Substituição das velas;
- Verificação das correias do motor;
- Inspeção das palhetas e limpadores do para-brisa.
3. Troque as marchas corretamente
Para quem dirige o dia todo, trocar de marcha é automático, mas muitos motoristas erram o momento da troca, levando o carro a consumir mais combustível e a reduzir o desempenho e a vida útil do sistema. Aqui estão algumas orientações gerais sobre como realizar essa troca:
- Primeira marcha: para iniciar o movimento do carro;
- Segunda marcha: troque entre 10 km/h e 20 km/h, evite arrancar com essa marcha;
- Terceira marcha: use entre 30 km/h e 40 km/h;
- Quarta marcha: entre 40 km/h e 50 km/h;
- Quinta marcha: depende do tipo de via, use em estradas a velocidades mais altas.
Essas são dicas gerais, e o momento de trocar pode variar conforme o veículo.
4. Evite sobrecarregar o carro
O excesso de peso faz o motor trabalhar mais, aumentando o consumo de combustível e o desgaste, especialmente dos pneus. Em áreas urbanas, onde arrancadas são frequentes, isso é ainda mais significativo. Carregar 100 quilos a mais pode elevar o consumo em até 1 litro a mais a cada 100 km. Isso pode parecer pouco, mas, ao longo do tempo, esse aumento no consumo faz diferença. Verifique no manual a carga máxima permitida.
5. Conduza em velocidades moderadas
Na sua profissão, “tempo é dinheiro”, mas dirigir em alta velocidade aumenta o atrito entre as partes móveis, desgastando componentes importantes, como a suspensão, que é cara para reparar. Além disso, frenagens bruscas frequentes podem comprometer todo o sistema de freios.
6. Abasteça em postos de confiança
Os preços dos combustíveis estão elevados e ainda há o risco de produtos adulterados, que danificam o motor e aumentam o consumo. Prefira abastecer em postos grandes, com selos do Inmetro e ANP nas bombas.
Com essas práticas simples, além de economizar, você oferece mais segurança e satisfação aos seus clientes.
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