Confira a análise completa sobre o Chevrolet Montana G1, realizada em parceria com o canal Volta Rápida.
O Chevrolet Montana G1 foi introduzido no mercado brasileiro em 2003, não muito tempo após o lançamento da segunda geração do Corsa nacional. Embora seja um sucessor natural do Corsa picape, ele é tratado como um modelo distinto, pois ganhou um nome próprio que persistiu até o fim da linha da picape, que ocorreu com a segunda geração em 2021.
Lançado como ano/modelo 2004, o Montana incorporou os mesmos atributos do Corsa daquela época e é considerado por muitos como o melhor modelo da picape, em especial devido ao design bem elaborado. Neste artigo, exploraremos seus detalhes, analisando seus principais pontos positivos e negativos.
Design
Apesar de ter um nome próprio, o Montana de primeira geração facilmente poderia ser chamado de “Corsa picape”, já que é derivado diretamente do hatch lançado alguns anos antes.
A base do design é a mesma, com algumas diferenças que discutiremos a seguir, pensadas para atrair o público-alvo, que geralmente não era o mesmo das outras versões da família Corsa.
Nas versões mais econômicas, o para-choque vinha em preto fosco, sem a pintura combinando com a carroceria, já que essas configurações eram voltadas para o trabalho e dispensavam certos “luxos”.
Algumas versões também recebiam arcos plásticos nos para-lamas, algo ausente nos Corsa hatch e sedan, sempre com para-choques na cor do carro e para-lamas sem as molduras protuberantes.
As variantes mais caras apresentavam uma releitura do para-choque do hatch, com mais vincos e um aplique frontal em plástico preto, mantendo o restante na cor da carroceria e contando com os mesmos faróis de neblina utilizados no Meriva.
De lado, o Chevrolet Montana G1 exibe uma pequena vigia traseira após as portas, aumentando o volume da cabine, e uma fenda quadrada de cada lado, próxima aos para-lamas traseiros, facilitando o acesso à caçamba.
Os para-lamas são bem pronunciados, conferindo uma aparência mais larga à picape, com lanternas verticais e elementos circulares exclusivos do modelo.
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Mecânica
O Montana de primeira geração é disponibilizado com duas opções de motorização, ambas da conhecida Família I, com quatro cilindros, tecnologia flex e aspiração natural: o motor 1.4, gerando até 105 cv e 13,4 kgfm, e o 1.8, que entrega até 114 cv e 17,7 kgfm.
Para ambas as opções, a única transmissão disponível é manual de cinco velocidades. Ademais, o Montana compartilha as mesmas características dos demais carros da família Corsa, como suspensão traseira por eixo de torção e freios a disco apenas na dianteira.
Interior
Por dentro, o Montana de primeira geração reflete o Corsa que o originou, apresentando acabamento e estilo visual idênticos.
As portas, por exemplo, possuem a área de contato com o braço em tecido e o restante em plástico, além de acomodar os comandos dos vidros elétricos (quando disponíveis).
O painel de instrumentos exibe o tradicional layout de mostradores analógicos, com dois elementos maiores e dois menores, além de uma pequena tela para o odômetro parcial e total conjugados.
O painel é totalmente em plástico, mesclando diferentes tons de cinza e detalhes diferenciados no console central, que emolduram as saídas de ar, rádio e controles do ar-condicionado.
Atrás dos bancos, há um pequeno compartimento útil para abrigar mochilas ou malas de menor porte, ou permitir que o encosto dos bancos seja ligeiramente reclinado, aumentando o conforto em trajetos mais longos.
Tecnologia
Concebido principalmente para o trabalho, as versões mais simples do Montana não possuem recursos tecnológicos, exceto a direção com assistência hidráulica.
As versões mais equipadas, entretanto, ofereciam itens de comodidade raros em picapes do segmento como:
- Retrovisores com ajustes elétricos;
- Ar-condicionado;
- Rádio com conexão Bluetooth;
- Display destacado no topo do console;
- Faróis com ajuste elétrico de altura;
- Faróis de neblina.
Principais pontos fortes
Desempenho
Ao contrário da segunda geração, o primeiro Montana foi vendido com motores 1.4 e 1.8. O motor 1.4 é mais econômico, enquanto o 1.8 é mais adequado para usos mais exigentes.
A oferta destas duas opções foi uma das grandes decisões acertadas da Chevrolet, o que contribuiu para a preferência do público pela primeira geração.
Capacidade
A capacidade da caçamba de 1.143 litros e a capacidade de carga de até 735 kg permitem que o Montana execute a maioria das tarefas sem dificuldades.
Mercado
Apesar de estar fora de produção há 12 anos, a primeira geração da picape ainda é desejada e muito comercializada, sendo fácil de comprar e vender.
Principais pontos fracos
Usados
Certos tipos de carros exigem inspeção mais minuciosa antes da compra, devido à alta probabilidade de um histórico ruim, e utilitários estão no topo dessa lista.
O Montana foi pensado para o trabalho e, embora nem todos o tenham usado dessa maneira, a maioria dos exemplares foi “exaustivamente” utilizada e, atualmente, muitos estão maquiados em lojas em busca de compradores desavisados. Examine bem os exemplares de interesse antes da aquisição.
Segurança
O primeiro Montana surgiu em uma época em que recursos de segurança eram quase exclusivos de carros mais caros.
O modelo não possui freios ABS ou airbags duplos frontais, tornando-o descartável para quem prioriza segurança.
Prefira a segunda geração, que foi fabricada entre 2011 e 2021, já trazendo ao menos esses itens nos modelos mais atuais.
Economia
Embora o motor 1.4 seja mais econômico que o 1.8, ele ainda não é exemplar em consumo. Se este é um fator decisivo para sua compra, considere algum dos modelos concorrentes.
Principais concorrentes diretos
- Ford Courier;
- Fiat Strada;
- Volkswagen Saveiro.
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