Confira nossa análise detalhada sobre o Volkswagen Santana G1 e descubra os principais aspectos positivos e negativos desse automóvel.
O Volkswagen Santana, de porte médio-grande, iniciou sua trajetória no Brasil na primeira metade dos anos 80, sendo o primeiro carro da marca nessa categoria vendido no país.
Originalmente introduzido no mercado europeu como uma variante da segunda geração do Passat, eventualmente, o Santana se afirmou como um modelo próprio.
No Brasil, chegou a ser comercializado ao lado da primeira geração do Passat, que aqui só era vendida na versão fastback, até 1989.
O Santana passou por três fases no mercado brasileiro, recebendo atualizações estéticas e mecânicas, mas mantendo sua plataforma e componentes principais.
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Design
A primeira fase do Santana teve um design fortemente inspirado na segunda geração do Audi 80, caracterizado por formas quadradas e cantos marcantes.
As diferenças destacavam-se nos faróis frontais e traseiros, além de rodas, para-choques e pequenos detalhes de carroceria. Uma característica única do Santana brasileiro foi a versão de duas portas, de acordo com a preferência nacional da época.
Na dianteira, o Santana G1 apresentava faróis retangulares com refletor único, ladeados por indicadores de direção. A grade central, com filetes horizontais em preto fosco, ostentava o emblema da Volkswagen ao centro. O para-choque preto complementava o design lateral, protegendo os para-lamas.
A lateral era marcada por janelas trapezoidais e um vinco horizontal que percorria a carroceria. As rodas estavam discretamente moldadas, e as portas contavam com frisos decorativos alinhando-se ao design dos para-choques.
Na traseira, as lanternas horizontais eram adornadas por um friso cromado, envolvendo a tampa do porta-malas, enquanto a placa ficava posicionada centralmente, protegida pelo para-choque.
Em 1987, o Santana recebeu um facelift com novos para-choques envolventes e ajustes no conjunto ótico frontal.
Mecânica
Baseado na arquitetura B2 da Audi, inicialmente, o Santana disponha de um motor 1.8 aspirado, com opções a gasolina ou etanol, acompanhado de câmbio manual de quatro ou cinco marchas, além de uma opção automática de três marchas.
Mais tarde, foi introduzido um motor 2.0, com as mesmas opções de transmissão do 1.8, que também foi aprimorado para melhorar o desempenho.
Uma exclusividade do modelo Executivo era o motor 2.0 de injeção eletrônica, semelhante ao do Gol GTI.
Interior
O interior do Volkswagen Santana G1 priorizava a simplicidade e o conforto, mantendo um ambiente sóbrio, porém acolhedor e espaçoso para os padrões da época.
No cockpit, o design era voltado para o motorista, com fácil acesso a todas as funções. O painel quadrado abrigava instrumentos como velocímetro e marcador de combustível, além de espaço para rádio e controles do ar-condicionado. As saídas de ar variavam em design, e as portas eram revestidas por tecido, complementadas por um console central funcional.
Tecnologia
Mesmo sendo um modelo topo de linha, o Santana G1 podia ser bastante básico em recursos.
As versões mais econômicas incluíam:
- Vidros manuais;
- Retrovisores mecânicos;
- Quebra-sóis;
- Painel sem conta-giros;
- Rodas de aço;
- Sistema de ventilação com aquecimento;
- Direção não assistida.
As versões superiores ofereciam:
- Teto solar;
- Rádio AM/FM com toca-fitas;
- Volante ajustável;
- Rodas de liga leve;
- Faróis de neblina;
- Ar-condicionado;
- Vidros e retrovisores elétricos.
Confira mais sobre o VW Santana em nosso vídeo:
Principais pontos fortes
Custo de manutenção
O Santana G1, apesar do valor elevado originalmente, compartilha muitos componentes com modelos mais acessíveis como o Gol, facilitando e tornando mais econômica sua manutenção.
Confiabilidade
A simplicidade tecnológica e o uso de peças amplamente conhecidas contribuíram para a confiabilidade do Santana, comprovada ao longo de décadas, especialmente em uso profissional.
Conforto
Projetado para ser um símbolo de luxo da Volkswagen no Brasil, o Santana priorizava o conforto, oferecendo uma experiência de condução suave e silenciosa.
Principais pontos fracos
Modelos iniciais
Evite os modelos de 1984, pois eles apresentavam um desempenho inferior e menor quantidade de equipamentos. A partir de 1987, com o motor 2.0, o Santana evoluiu significativamente.
Segurança
Lançado em uma época de pouca preocupação com a segurança, o Santana original não oferecia recursos significativos de proteção aos ocupantes.
Equipamentos
Embora o Santana G1 ofereça versões cultuadas com bom nível de equipamento, encontrar essas versões pode ser um desafio, dado o alto custo na época de lançamento. A maioria dos modelos disponíveis atualmente são os mais simples.
Principais concorrentes
- Chevrolet Monza
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