Detalhes do Mercedes-Benz Classe A da Primeira Geração
Entre 1999 e 2005, o Mercedes-Benz Classe A, um hatchback subcompacto, marcou presença no mercado brasileiro. Produzido em Juiz de Fora (MG), o modelo foi apresentado ao Brasil três anos após seu lançamento global definitivo. Este carro se destacou por ser o primeiro hatch da Mercedes, além de ser o primeiro com tração dianteira e motor transversal.
Apesar das expectativas, o Classe A não atingiu as metas esperadas no mercado brasileiro. A fabricante planejava produzir 70 mil unidades por ano, mas, em seis anos, foram fabricados apenas 63.402 exemplares.
Neste artigo, exploraremos os detalhes do Mercedes-Benz Classe A, analisando suas características mais notáveis e pontos fortes e fracos.
Design
O design do Classe A da primeira geração não surgiu de imediato. Foi o resultado do aprimoramento de dois conceitos distintos: o NAFA de 1981, que era uma visão rudimentar do “carro do futuro” da Mercedes, e o Vision A 93, apresentado em Frankfurt em 1993.
O Vision A 93 foi o conceito mais sólido e, devido à recepção positiva do público, tornou-se um modelo de produção. O design do Classe A deriva do Vision A 93, mas foi completamente redesenhado para a entrada nos anos 2000.
Os faróis tinham formato de gota, enquanto o para-choque seguia a cor da carroceria e apresentava contornos suaves. Características marcantes incluíam pequenos para-lamas frontais e vigias em vidro na extremidade traseira. As lanternas verticais destacavam a assinatura visual clássica da marca.
Mecânica
O Classe A G1 chegou ao Brasil com duas opções de motores a gasolina de quatro cilindros, além de três transmissões de cinco marchas. Inicialmente, foi oferecido com um motor 1.6 de até 99cv, podendo ser acoplado a uma transmissão manual ou automatizada.
Dois anos após o lançamento, surgiu o motor 1.9, com potência de até 125cv, disponível também com câmbio automático convencional.
O modelo possuía suspensão independente nas quatro rodas, e os veículos com motor 1.9 contavam com freios a disco na traseira. A inovadora arquitetura “sanduíche” do Classe A permitia uma combinação de carroceria compacta e interior espaçoso. O motor era montado com inclinação de 59 graus, buscando segurança em colisões frontais. A partir de 2001, o motor 1.6 passou a atingir até 102cv.
Interior
Apesar de não ser tão caro ou luxuoso quanto outros modelos da Mercedes, o Classe A oferecia um interior bem alinhado ao seu preço e posicionamento.
O acabamento variava conforme a versão, com algumas oferecendo mais detalhes em couro, enquanto as versões básicas tinham acabamentos em tecido padrão. O painel apresentava saídas de ar em formato de elipse e instrumentos dispostos em semicírculo.
Tecnologia
Por padrão, o Classe A oferecia ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricos, rádio AM/FM, retrovisores com ajustes elétricos e airbags duplos frontais, entre outros. As versões mais equipadas incluíam faróis de neblina e rodas de liga-leve.
Pontos Fortes
Estilo
O Classe A, mesmo não sendo um sedan clássico, carrega o DNA Mercedes dos anos 2000. Seu design envelheceu bem, mantendo sua atratividade ao longo dos anos.
Dirigibilidade
Com balanços curtos e altura do solo reduzida, o Classe A proporciona uma excelente experiência de condução.
Motor 1.9
Com um peso de pouco mais de 1.100kg, o motor 1.9 destaca-se ao oferecer um desempenho notável.
Pontos Fracos
Manutenção
Embora alguns componentes sejam relativamente acessíveis, encontrar peças e mão de obra especializada pode ser um desafio.
Usados
É difícil encontrar um Classe A de primeira geração em boas condições, tanto estéticas quanto mecânicas. Além disso, sua revenda pode ser complicada.
Tecnologia
Apesar de ostentar a marca Mercedes, o modelo nacional oferecia menos recursos tecnológicos que suas contrapartes europeias.
Principais Concorrentes
- Toyota Corolla
- Honda Civic
- Volkswagen Golf
- Audi A3
Para saber mais sobre a compra de veículos usados, é essencial consultar o histórico antes de fechar negócio.
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