Avaliação Completa do Volkswagen Santana G2: Prós e Contras
A nova etapa do Volkswagen Santana, iniciada em 1991, trouxe mudanças significativas no estilo, porém, manteve a mesma mecânica – plataforma, especificações e até a gama de motores e transmissões permaneceram inalteradas Portanto, não se trata de uma nova geração, mas de uma remodelação profunda para revitalizar o sedã alemão em meio a um mercado competitivo, com modelos como o Ford Versailles, Fiat Tempra e o renovado Chevrolet Monza
Design
O Volkswagen Santana G2 antecipou a tendência das linhas arredondadas, inspirando-se nos modelos da Audi para redesenhar seu sedã Mantendo a estrutura básica do veículo, foram enfatizados os três volumes bem definidos e colunas estreitas, resultando em melhor visibilidade As arestas definidas deram lugar a contornos mais aerodinâmicos, reduzindo o coeficiente de arrasto de 0,40 para 0,37 Cx
Na frente, os faróis foram redesenhados, mais estreitos verticalmente, com setas integradas ao lado dos para-lamas A grade central ajustada verticalmente segue os faróis, e os para-choques podem vir pintados na cor do carro ou em preto fosco, com um discreto detalhe cromado
As mudanças laterais foram sutis, com um recorte na coluna C e um perfil de bagageiro elevado Na traseira, as lanternas foram ampliadas e redesenhadas, enquanto o para-choque sofreu leve aumento em altura
Foto Brunelli Veículos Antigos
Considerando Comprá-lo?
Para adquirir um Volkswagen Santana G2, é crucial verificar o histórico completo do veículo e evitar problemas futuros como colisões, roubos ou débitos Consulte mais informações antes de fechar negócio
Mecânica
Ainda sobre a plataforma B2, o Santana G2 manteve as mesmas opções de motores do modelo anterior: 18 e 20 naturalmente aspirados O motor 18, oferecido tanto a gasolina quanto a etanol, e o 20, com versões carburadas ou com injeção eletrônica monoponto
Em 1993, a injeção eletrônica foi adicionada ao motor 18, e o sistema multiponto foi introduzido em todos os motores a partir de 1996 As transmissões continuam sendo manual de cinco marchas ou automática de três, esta última disponível apenas com motor 20
Interior
Internamente, o Santana G2 recebeu um novo volante em T duplo, painel curvilíneo e uma reorganização do cockpit Conta com quatro mostradores em três círculos e ventilação redesenhada em formato retangular no painel central O rádio foi posicionado no topo do console, e os controles de ventilação foram movidos para a base, junto à alavanca do câmbio As portas mesclam plástico e tecido em seu acabamento
Foto Brunelli Veículos Antigos
Tecnologia
O Santana G2 não apresentou alterações significativas nos equipamentos de série, mas foi pioneiro na aplicação de freios ABS, algo inovador para veículos fabricados no Brasil na época
Explore a História do Volkswagen Santana neste vídeo:
Pontos Fortes
- Desempenho: A injeção eletrônica proporcionou motores mais eficientes e confiáveis
- Acomodações: Melhorias no porta-malas e conforto dos passageiros
- Custo de Manutenção: Facilidade e economia na manutenção devido à continuidade de componentes
Pontos Fracos
- Equipamentos: Faltam recursos tecnológicos avançados
- Consumo: Embora melhorado, o Santana G2 ainda não é econômico
- Mercado: Atualmente, não é um modelo popular no mercado de usados
Concorrentes
- Fiat Tempra
- Ford Versailles
- Chevrolet Monza
Em resumo, o Volkswagen Santana G2 pode ser uma boa escolha para quem busca um sedã com bom desempenho e manutenção acessível, mas atenção aos aspectos de consumo e limitações tecnológicas