Confira a trajetória e evolução do BMW Série 3 G6, além de seus principais destaques e possíveis desvantagens.
A sexta geração do BMW Série 3 desembarcou no Brasil no início do segundo semestre de 2012, marcando um ponto crucial na história da BMW no país. Esse modelo foi pioneiro por ser o primeiro da montadora alemã fabricado no Brasil, na cidade de Araquari, em Santa Catarina.
Essa decisão tornou o Série 3 mais competitivo no mercado, impulsionando-o a se tornar o veículo mais vendido da marca no Brasil, ultrapassando a significativa marca de 70 mil unidades vendidas desde sua introdução no mercado brasileiro em 1990.
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Design
O design do BMW Série 3 G6 adotou uma abordagem mais evolutiva que revolucionária em comparação à quinta geração, tomando como base a sexta geração do Série 5, que foi lançada um ano antes no mercado global.
A intenção era manter as linhas bem aceitas da geração E90, enquanto a BMW adicionava um toque de elegância e status ao Série 3, visando enfrentar uma concorrência acirrada e aumentar sua presença no segmento.
Na dianteira, os faróis foram levemente prolongados, conectando-se à icônica grade “duplo rim” da BMW e aos tradicionais “angel eyes”, aros luminosos que funcionam como luz de posição e diurna. O modelo brasileiro vinha com faróis projetores bi xênon adaptativos, e o para-choque apresentava uma abertura horizontal na parte inferior ligando os faróis de neblina à grade central.
O kit M Sport trazia um design mais agressivo, dividindo a abertura em três segmentos com mais vincos.
Já o perfil do Série 3 G6 se manteve semelhante à geração anterior, com versões padrão tendo saias lisas e o kit M Sport adicionando um toque esportivo.
Na traseira, as lanternas horizontais ganharam um formato mais alongado, inspirando-se no Série 5 para amplificar a sensação de largura. O para-choque traseiro do kit M Sport apresentava mais detalhes, remetendo ao esportivo M3.
A carroceria GT apresentava algumas diferenças, como faróis maiores e para-choques com aberturas mais pronunciadas, conferindo um design mais agressivo em comparação aos modelos sedan e station-wagon.
Mecânica
A sexta geração do Série 3 G6 foi disponibilizada com três opções de motorização, todas turbinadas. O 320i, modelo de entrada e mais vendido, era o único com motor flex, gerando até 184 cv e 27,5 kgfm de torque, independentemente do combustível usado.
O 328i, por sua vez, utilizava o mesmo motor 2.0, mas retrabalhado para entregar 245 cv e 35,7 kgfm de torque, sendo exclusivamente abastecido com gasolina. Já o 335i tinha um motor 3.0 de seis cilindros, capaz de gerar 306 cv e 45,9 kgfm, também apenas a gasolina.
Os três modelos compartilhavam um câmbio automático de oito velocidades, tração traseira, suspensão independente e freios a disco ventilados nas quatro rodas.
Interior
O interior seguia a mesma linha do exterior, inspirando-se no Série 5. O layout dos instrumentos trazia mostradores analógicos tradicionais e telas que exibiam informações diversas.
O volante, com um design misto de couro e detalhes prateados, possuía comandos variados. O painel apresentava dois tons, com detalhes prateados e acabamentos em black piano ou imitando madeira.
O sistema iDrive, com tela no topo do console central, era operado por um controle entre os bancos dianteiros.
Tecnologia
Como um modelo premium, o BMW Série 3 G6 vinha bem equipado em todas as suas versões:
Versões mais acessíveis ofereciam:
- Oito airbags;
- Controles de tração e estabilidade;
- Rodas aro 17;
- Faróis bi xênon adaptativos;
- Faróis de neblina;
- Ar-condicionado digital de duas zonas;
- Câmera de ré;
- Sensores de estacionamento traseiros;
- Central multimídia iDrive.
Versões mais luxuosas incluíam:
- Bancos dianteiros com ajustes elétricos;
- Teto solar;
- Rodas aro 18;
- Sensores de chuva e crepuscular;
- Piloto automático com assistente de frenagem;
- Navegação GPS;
- Projeção de informações no para-brisa;
- Câmeras 360 graus.
Principais pontos fortes
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Motor Flex (320i): A BMW inovou no segmento premium com um motor flex, tornando o 320i um sucesso de mercado pelas suas possibilidades de abastecimento.
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Equipamentos: A sexta geração trouxe um avanço significativo em termos de tecnologia, mesmo nas versões de entrada.
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Dirigibilidade: Os motores turbinados melhoraram consideravelmente a dirigibilidade, tornando o Série 3 uma excelente opção para quem busca performance e conforto.
Principais pontos fracos
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Suspensão: O Série 3 não lida bem com asfaltos ruins, transmitindo imperfeições do solo ao interior do carro.
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Manutenção: Os custos de manutenção são elevados, exigindo planejamento financeiro por parte do proprietário.
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Sistema de combustível (flex): Problemas recorrentes com o sistema de combustível são relatados em modelos 320i, devido à qualidade dos combustíveis no Brasil.
Principais concorrentes diretos
- Audi A4;
- Mercedes-Benz Classe C;
- Lexus IS.
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