O Volkswagen Tiguan G1 foi o segundo SUV da montadora comercializado no Brasil, chegando dois anos após sua estreia mundial no Salão de Frankfurt em 2007. Importado da Alemanha, sua introdução visava ampliar a presença da marca no segmento de SUVs, que até então contava apenas com o Touareg, um modelo de preço elevado e atuação discreta.
Posicionado junto ao Passat, o Tiguan fazia parte da linha premium da Volkswagen no Brasil, oferecendo tecnologia avançada, conforto e desempenho acima da média, mas com a vantagem de ser um produto de uma marca amplamente reconhecida e com uma extensa rede de concessionárias.
Neste artigo, exploraremos todos os detalhes da primeira geração deste SUV alemão e analisaremos seus principais pontos fortes e fracos.
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Design
Antes da estreia do Tiguan, a Volkswagen apresentou um conceito em 2006 para testar a aceitação do público. A ideia de um SUV abaixo do Touareg foi bem recebida, e o design seguiu a linguagem visual da época, baseada no Concept R de 2003, agradando tanto o público quanto a crítica.
O modelo de produção do Tiguan foi lançado quase idêntico ao conceito, mantendo a essência do design interno e externo, exceto por alguns detalhes que foram ajustados. A parte frontal apresentava faróis de design misto, combinando elementos retangulares e arredondados, com acabamento em máscara cromada. O centro possuía aberturas trapezoidais invertidas para ventilação, com a superior adornada por elementos cromados e o emblema da VW.
As laterais destacavam para-lamas suaves e janelas amplas, enquanto a traseira possuía lanternas horizontais que invadiam o porta-malas, incorporando elementos em forma de elipse e um aerofólio discreto.
Em 2011, o Tiguan passou por uma reestilização, recebendo novos faróis com máscara negra, integrados por uma nova grade central. O para-choque foi atualizado e as lanternas traseiras receberam um novo design.
Mecânica
Construído sobre a plataforma PQ46, o Tiguan G1 foi inicialmente lançado no Brasil com um motor 2.0 turbo da família TSI, a gasolina, capaz de produzir até 200 cv e 28,5 kgfm. Este motor estava acoplado a uma transmissão DSG de dupla embreagem com seis velocidades e sistema de tração integral 4MOTION.
Após o facelift de 2012, uma nova opção de motor foi introduzida, mas apenas para o ano/modelo 2017: o motor 1.4 TSI a gasolina, entregando até 150 cv e 25,5 kgfm, com tração dianteira.
Interior
Internamente, o Tiguan G1 era caracterizado por seu design sóbrio e bem-acabado. O painel de instrumentos apresentava dois mostradores grandes para conta-giros e velocímetro, ao lado de dois menores para arrefecimento e combustível, com um display central para o computador de bordo.
Oito difusores de ar, quatro nas extremidades do painel e quatro no centro, permitiam a distribuição eficiente do ar-condicionado. O interior era uma combinação de materiais suaves ao toque e plásticos rígidos, com opções de bancos em tecido ou couro, e iluminação vermelha para controles e branca para o painel.
Tecnologia
Apesar da linha de versões do Tiguan ser enxuta, o nível de equipamentos sempre foi bom. Os modelos básicos oferecem:
- Seis airbags,
- Ar-condicionado automático de duas zonas,
- Computador de bordo,
- Volante multifuncional com ajustes,
- Rodas aro 17,
- Controles de tração e estabilidade,
- Sensores de luz e chuva,
- Piloto automático,
- Freio eletrônico de estacionamento com auto hold.
As versões mais sofisticadas contam com itens como:
- Faróis bixenon adaptativos,
- Rodas aro 18,
- Teto solar panorâmico,
- Central multimídia com GPS,
- Banco do motorista com ajustes elétricos.
Principais pontos fortes
Desempenho
Mesmo com o motor 1.4 TSI, o Tiguan G1 proporciona um desempenho satisfatório, potencializado pela transmissão DSG. Os modelos com motor 2.0 turbo e tração integral têm excelente desempenho dinâmico.
Equipamentos
Mesmo a versão básica do Tiguan oferece a maioria dos itens de conforto esperados no segmento, e as versões mais completas apresentam um nível de tecnologia impressionante.
Segurança
O Tiguan trouxe recursos de segurança avançados para a época, raros em modelos de marcas generalistas, além de uma construção robusta.
Principais pontos fracos
Consumo
O consumo de combustível é elevado, característica acentuada pelo peso do veículo e seu desempenho.
Espaço interno
Com 2,60 m de entre-eixos, o espaço interno é limitado, tanto para passageiros quanto para bagagens, com um porta-malas de 360 litros.
Manutenção
Apesar de ser um modelo de marca generalista, o Tiguan não é barato para manter devido ao seu alto nível de tecnologia e mecânica importada. Inspecione cuidadosamente antes de comprar para garantir que o carro foi bem conservado.
Concorrentes
- Chevrolet Captiva,
- Honda CR-V,
- Toyota RAV4,
- Peugeot 3008,
- Kia Sportage,
- Hyundai Tucson
Redes Sociais
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