Avaliação do Chevrolet Vectra G1: Ponto a Ponto
Introdução ao Chevrolet Vectra G1
O Chevrolet Vectra é um sedan médio que chegou ao mercado brasileiro em 1993, após cinco anos de seu lançamento na Europa, sua terra natal. Essa foi a primeira geração global a desembarcar no Brasil, com o objetivo de substituir o Monza, posicionando-se entre este e o Omega.
Mesmo com um período de comercialização relativamente curto, o Vectra G1 foi disponibilizado em poucas configurações de equipamento e motorização. No entanto, conquistou tanto críticos quanto consumidores, o que levou a GM a lançar uma segunda geração logo após seu debute no mercado europeu.
Design
O design da primeira geração do Vectra foi concebido por Wayne Cherry, um renomado designer norte-americano que liderou projetos de diversos outros modelos do grupo General Motors.
O Vectra G1 apresentava linhas discretas e conservadoras, características que reforçavam sua posição como um modelo intermediário. Isso mudou nas gerações posteriores, que ganharam refinamento e elevaram-se em categoria com o término do Omega.
Na parte frontal, destacam-se os faróis retangulares com lentes complexas e setas indicativas ao lado, conectados por uma grade trapezoidal com filetes horizontais e um discreto “bigode” abaixo, separando-o do para-choque. Dependendo da versão, os para-choques variavam entre parcialmente na cor da carroceria ou em plástico preto sem pintura.
Nas laterais, os para-lamas exibem discretas saliências e um friso de plástico preto atravessa as portas, conectando os para-choques. Na traseira, as lanternas quadradas possuem elementos óticos horizontais, exceto na versão GSi esportiva, que inclui apliques. Essas lanternas são ligadas por um friso em preto fosco.
Antes de Comprar: Consulte o Histórico do Vectra G1
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Mecânica
O Vectra foi construído sobre a plataforma GM2900, a mesma utilizada no coupé Calibra e na segunda geração do Vectra. No Brasil, ele foi oferecido com duas variantes do motor 2.0 a gasolina, com quatro cilindros.
As versões comuns apresentavam um motor de oito válvulas, com potência máxima de 116 cv e torque de 17,3 kgfm, disponível com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. Já a versão esportiva GSi trazia um motor de dezesseis válvulas, gerando até 150 cv e 20 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas.
Todas as configurações possuíam freios a disco nas quatro rodas e suspensão traseira de eixo de torção.
Interior
O interior do Vectra G1 reflete a mesma filosofia de design exterior, com um enfoque em sobriedade e linhas conservadoras, destinadas a um público mais experiente e de maior poder aquisitivo.
As portas possuíam o centro em tecido, e as versões mais caras incluíam apliques imitando madeira. O restante do acabamento era em plástico, semelhante ao painel.
O painel de instrumentos incluía quatro mostradores analógicos, dispostos em semicírculos atrás de um volante que variava entre três e quatro raios, dependendo da versão.
Os difusores de ar retangulares estavam no topo do painel, com comandos de ar-condicionado e do relógio/computador de bordo no console central, juntamente com espaço para rádio. Os bancos eram revestidos em tecido.
Tecnologia
Considerado um produto premium na época, o Vectra contava com uma lista considerável de recursos, incluindo itens raros ou inexistentes no segmento.
Itens de série:
- Ar-condicionado
- Vidros elétricos nas quatro portas
- Retrovisores com ajustes elétricos
- Relógio digital
- Conta-giros
Opcionais:
- Computador de bordo
- Teto solar elétrico
Principais Pontos Fortes
Desempenho
Equipado com motores de dois litros, o Vectra G1 é ideal para quem aprecia uma condução vigorosa, especialmente na versão GSi, que ainda é cultuada.
Acabamento Interno
Embora não tenha um design ousado ou um acabamento premium, a cabine do Vectra G1 é lembrada por sua montagem correta e ambiente confortável e acolhedor.
Design
A sobriedade das linhas do Vectra permitiu que ele envelhecesse bem, resgatando um conceito estético mais “limpo” em comparação com os carros atuais.
Principais Pontos Fracos
Condições de Uso
Adquirir um Vectra G1 não é tarefa simples. Os modelos usados variam entre malcuidados e baratos ou bem cuidados e caros, exigindo paciência na busca pelo exemplar certo.
Revenda
Apesar de ter uma base de fãs sólida, o Vectra nunca foi um sucesso de mercado, tornando sua negociação demorada e problemática.
Custo de Manutenção
Comparado a carros da mesma época e faixa de preço, o Vectra não é fácil ou barato de manter, o que leva muitos proprietários a negligenciá-lo, resultando em problemas.
Principais Concorrentes
- Volkswagen Santana
- Ford Versailles
- Fiat Tempra
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