O Mitsubishi Outlander de segunda geração começou a ser vendido no Brasil em 2008, dois anos após seu lançamento na Europa. Assim como seu antecessor, conhecido por aqui como Airtrek, ele foi importado do Japão. O novo Outlander chegou para destacar a fabricante japonesa no segmento de SUVs médios, uma categoria que na época estava apenas começando a crescer no Brasil e competia com modelos de marcas premium.
Neste artigo, vamos explorar todos os aspectos desse SUV japonês, avaliando seus principais pontos fortes e fraquezas.
Design
A segunda geração do Outlander recebeu suas linhas básicas de um conceito com o mesmo nome, apresentado logo antes do modelo de produção, que manteve quase todas as características do protótipo.
Na frente, o SUV apresenta faróis horizontais duplos com máscara em cinza fosco, conectados por uma grade preta fosca e um emblema central no trapézio na cor do carro. O para-choque, em parte na cor do veículo, tem uma abertura central para ventilação e faróis de neblina nas extremidades.
Nas laterais, as caixas de roda são evidentes, e há cortes horizontais nas portas. As janelas são contornadas em preto fosco, criando um trapézio invertido entre as colunas C e D.
Na parte traseira, as lanternas possuem lentes transparentes em cinza fosco com LEDs para freio e posição. A parte inferior combina visualmente com as lanternas e abriga a placa do carro.
A partir de 2010, a dianteira sofreu um leve facelift com inspiração no Lancer, incluindo faróis mais elegantes, mantendo o foco duplo e máscara escura de série. O novo para-choque integrou a parte superior da grade em uma peça única, dividida por um acabamento na cor do carro, resultando em um design harmônico.
Mecânica
O Mitsubishi Outlander G2 é baseado na plataforma GS, compartilhada com outros modelos e algumas marcas parceiras como a Dodge e a Jeep. No Brasil, ele foi vendido com três opções de motores a gasolina: um 2.4 de até 170cv e 23kgfm e um 3.0 V6 de até 240cv e 31kgfm, ambos com tração integral seletiva.
Com o tempo, o motor 2.4 com transmissão automática convencional foi substituído por um 2.0 de até 160cv e 20,1kgfm, acompanhado de tração dianteira e transmissão CVT, enquanto o motor 3.0 V6 manteve a transmissão automática convencional.
Interior
No interior, a segunda geração do Outlander oferece um ambiente sóbrio com acabamentos simples, apresentando como material predominante o plástico preto e couro nos bancos e apoios de braço.
A iluminação interna é predominantemente vermelha, complementando os apêndices decorativos em cinza. O painel de instrumentos abriga dois mostradores analógicos grandes e uma tela LCD no centro para informações do computador de bordo, medidores de temperatura e combustível, além de alertas gerais do veículo.
O volante revestido em couro de três raios oferece controles para piloto automático e som.
Tecnologia
A gama do Mitsubishi Outlander G2 é bastante limitada, mas oferece itens como faróis de neblina, ar-condicionado, direção hidráulica, rádio AM/FM, trio elétrico e rodas de liga leve aro 18″. O interior é revestido em couro.
A versão mais completa acrescenta central multimídia, teto solar elétrico, sensores de estacionamento, paddle-shifters no volante e ajuste elétrico para o banco do motorista.
Principais pontos fortes
Estilo
A segunda geração do Outlander se destaca visualmente, sobretudo por seu design mais ousado e esportivo em comparação com a terceira geração, que adotou linhas mais conservadoras para apelar ao público familiar.
Versatilidade
Embora o Outlander não seja o SUV mais preparado para off-road da Mitsubishi, ele se sai bem quando equipado com tração seletiva. A boa altura do solo e os ângulos de ataque e saída o tornam apto para diferentes tipos de terrenos.
Robustez
A mecânica confiável do Outlander promete um uso sem surpresas, contanto que o veículo seja bem mantido.
Principais pontos fracos
Consumo
Com peso entre 1.490kg e 1.620kg e um design que não favorece a aerodinâmica, é difícil conseguir boas médias de consumo, especialmente com uso urbano nos motores 2.4 ou 3.0 V6.
Mercado
Apesar de sua boa reputação e ausência de problemas crônicos, o Outlander não é a primeira escolha entre SUVs médios usados. Sua liquidez pode ser baixa, portanto, uma revenda pode levar tempo.
Manutenção
Embora não seja conhecido por apresentar muitos problemas, quando surgem, os reparos do Outlander podem sair caros, e peças podem não ser fáceis de encontrar.
Principais concorrentes
- Hyundai Santa Fe
- Volkswagen Tiguan
- Honda CR-V
- Suzuki Grand Vitara
- Chevrolet Captiva
- Kia Sorento
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