Alexander Albon visita o Brasil para evento da Gulf no Sambódromo
No último domingo (30), o piloto de Fórmula 1, Alexander Albon, esteve no Brasil para prestigiar um evento da Gulf, patrocinadora da equipe Williams. Durante a ocasião, o piloto tailandês teve a oportunidade de dirigir o modelo FW46 no famoso Sambódromo de São Paulo.
Antes do evento no Anhembi, Albon participou de um talk show organizado pela Gulf, que contou com a presença do jornalista Fred Sabino. Durante a conversa, aberta à imprensa, Albon compartilhou os desafios e obstáculos enfrentados em sua trajetória na Fórmula 1.
“Minha carreira nunca foi fácil. Enquanto George Russell, Lando Norris e Max Verstappen se destacavam nas categorias de base, eu lutava para sobreviver e arrecadar recursos para continuar no próximo ano”, revelou Albon.
Em determinado momento, ele achou que sua carreira estava por terminar, mas graças ao apoio de várias pessoas, conseguiu ingressar na Fórmula 2 e depois na Fórmula 1. “Sempre pedi por uma chance de dirigir um carro na Fórmula 1, e finalmente essa oportunidade chegou”, contou.
Albon também refletiu sobre seu período na equipe Red Bull, onde pilotou de 2019 a 2020. Ele acredita que sua transferência da Alpha Tauri para a principal escuderia da empresa de energéticos aconteceu de forma precoce, o que trouxe dificuldades.
“Eu não tinha experiência suficiente e não estava maduro. As lições que aprendi foram pequenas, mas bastante impactantes. Minha última temporada na Red Bull foi desafiadora, mas hoje percebo que amadureci e me fortaleci”, confessou Albon.
Objetivos de Albon com a Williams e o desafio do novo carro de Fórmula 1
A temporada da Williams em 2024 não está sendo das melhores. Com apenas 16 pontos conquistados, sendo 12 deles marcados por Albon, o piloto explicou os desafios enfrentados no início do ano e traçou seus objetivos futuros com a equipe.
“Nosso desempenho estava abaixo do esperado. No papel, o carro parecia excelente, mas era pesado. Depois que conseguimos reduzir seu peso, passamos a disputar pontos nas corridas. Meu sonho é levar a Williams ao pódio e conquistar meu primeiro troféu com a equipe”, afirmou Albon.
Ao ser questionado sobre as mudanças no regulamento da Fórmula 1, Albon declarou que o novo projeto é complexo e depende muito do desempenho dos motores.
“Não acredito que estamos seguindo na direção certa. Os motores são complicados e todas as alterações estão girando em torno deles. O foco deveria ser em corridas emocionantes, adaptando o carro para isso e, em seguida, ajustando os detalhes. Muitos pilotos estão dizendo que o carro está lento nas curvas. Mas ainda há tempo para ajustar e encontrar o caminho certo.”
A superstição na cultura tailandesa
Durante o talk show, Albon falou sobre a influência das superstições tailandesas em sua vida e carreira. Ele compartilhou curiosidades sobre sua família, como a presença de muitos gatos e superstições relacionadas a eles durante as corridas.
“Na minha família, a superstição é levada a um outro nível. Temos muitos gatos, e alguns deles não podem assistir as corridas porque não trazem sorte. Sempre tive um lado certo para entrar no carro e uma cueca da sorte. Mas em um determinado final de semana, decidi me livrar dessas tradições e fiz tudo diferente. Foi como qualquer outro final de semana de corrida”, disse Albon, divertindo-se com a lembrança.
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