Você já percebeu que alguns carros são vendidos por preços bem abaixo do mercado? Quando nos deparamos com essas ofertas, é normal ficarmos desconfiados, e por boas razões.
Alguns veículos têm mais dificuldade para serem vendidos devido a vários fatores. Pode ser que a cor seja muito chamativa, a quilometragem seja elevada ou os custos de manutenção sejam altos.
Em muitos casos, pode se tratar de carros que vieram de leilão, foram sinistrados, ou sofreram customizações extremas, como rebaixamento.
Hoje, vou listar para você os carros que ninguém quer comprar, explicar os motivos de sua desvalorização e como isso pode influenciar em suas negociações.
Carros que ninguém quer comprar
Esta lista não apenas identifica os carros que são difíceis de vender, mas também expõe os motivos por trás de sua desvalorização. Conhecer essas informações pode ajudá-lo a fazer um bom negócio ou evitar uma armadilha financeira.
Os carros desta lista representam investimentos de risco, então cabe a você avaliar quais riscos está disposto a assumir. Ter esse conhecimento também pode ser útil para uma correta avaliação do veículo que você deseja vender. Ferramentas como a Tabela FIPE e o Preço KBB podem ser úteis nesta tarefa.
Se você ainda não sabe o que é a Tabela FIPE ou a KBB, temos dois artigos explicativos sobre como utilizá-las.
1. Carros de cores incomuns
No Brasil, há uma preferência cultural por carros de cores discretas como preto e prata, que sujam menos. Cores extravagantes são geralmente lançadas por montadoras para promover novos modelos, mas tendem a ter baixa demanda, pois os consumidores preferem as opções mais neutras. Isso afeta seu valor de revenda.
2. Carros brancos e amarelos
Carros brancos e amarelos costumam ser evitados no mercado de usados, pois podem ter sido usados como táxis. Além disso, a sujeira é mais visível neles e, com o tempo, podem ficar encardidos. Se for considerar um carro nessas cores, fique de olho na quilometragem, que pode indicar uso intenso.
3. Carros de luxo
Carros de luxo não são difíceis de vender apenas por seu preço elevado; sua depreciação também costuma ser alta. Em geral, quanto mais caro o veículo, maior a depreciação devido ao desgaste e à rápida obsolescência tecnológica.
4. Carros importados
A manutenção de carros importados costuma ser cara, e as peças de reposição nem sempre estão disponíveis. O custo é ainda maior se você mora no interior, onde a rede de assistência técnica é limitada. Como nos carros de luxo, maior preço inicial geralmente significa maior depreciação.
5. Modelos fora de linha
Modelos descontinuados frequentemente carecem de peças de reposição. Embora a lei exija que fabricantes ofereçam peças durante um período razoável, o que isso significa na prática é vago. Não existe garantia legal de que peças estarão disponíveis por vários anos após a descontinuação.
6. Carros com alterações estruturais
Veículos rebaixados ou que sofreram alterações estruturais significativas podem ter sua vida útil reduzida. Customizações extremas não só depreciam o carro como também podem torná-lo inseguro.
7. Carros de leilão
Carros de leilão podem ter sido recuperados por financeiras ou terem sido sinistrados. Mesmo comprando barato, é provável que você enfrente problemas mecânicos e de manutenção.
8. Veículos de frota
Esses veículos, frequentemente brancos, sofrem bastante desgaste. Geralmente, são utilizados por muitas pessoas e nem sempre recebem o cuidado necessário.
9. Carros mal cuidados
Carros com lataria danificada indicam falta de cuidado por parte do proprietário. Se optar por comprar um carro assim, faça uma revisão em um mecânico de confiança e considere o custo de reparos na negociação.
Fique Atento!
Para evitar problemas, sempre consulte o histórico do veículo antes de comprar. Mesmo que você conheça o atual proprietário, ele pode não saber o histórico completo do carro.
Para essa tarefa, o Consulta Placa é seu melhor aliado, fornecendo o máximo de informações para que você tenha segurança na compra do seu próximo automóvel. Ao pagar um valor justo, você evita dores de cabeça e prejuízos futuros.
Siga-nos nas redes sociais para mais dicas: