O Autódromo de Interlagos foi o cenário das 6 Horas de São Paulo no último fim de semana, evento que integra o Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Sem edições desde 2014, a corrida voltou ao Brasil com estilos marcantes, protagonizados pelos carros da Toyota.
A Consulta Placa esteve presente nas 6 Horas de São Paulo e traz um resumo para você que não acompanhou a corrida no domingo (14), além de depoimentos dos pilotos após a competição.
Dominância da Toyota na categoria de hipercarros
A Toyota Gazoo Racing, com seu carro número 7, pilotado por Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries, começou na pole position, liderando por mais de 1h30 com um ritmo consistente, mesmo após os primeiros pit stops. Porém, uma infração sob bandeira amarela, similar ao safety car virtual da Fórmula 1, causou uma penalização ao carro #7, que resultou em uma significativa perda de tempo.
Com a punição, o carro número 8 da Toyota, pilotado por Brendon Hartley, Sebastien Buemi e Ryo Hirakawa, assumiu a liderança, apenas saindo durante os pit stops. O carro #8 conduziu tranquilamente as 4h30 restantes, conquistando a vitória na categoria de hipercarros. Esta vitória histórica marcou a 25ª de Sebastien Buemi no WEC.
Os carros #6 e #5 da Porsche Penske garantiram o segundo e terceiro lugares no pódio, respectivamente, enquanto o Toyota #7 fez uma notável recuperação, alcançando a quarta posição.
Desempenho da Iron Dames na LMGT3 interrompido por furo no radiador
A equipe Iron Dames, única composta por pilotas, viveu intensas experiências nas 6 Horas de São Paulo. O Lamborghini rosa número 85, dirigido por Sarah Bovy, Michelle Gatting e Rahel Frey, começou na pole position da categoria LMGT3, liderando por 1h30 antes de cair para o segundo lugar. No entanto, uma falha no radiador, faltando 2h19 para o término da corrida, causou seu abandono.
O carro #92 da Manthey PureRxcing, pilotado por Aliaksandr Malykhin, Joel Sturm e Klaus Bachler, dominou a corrida desde o primeiro quarto, garantindo a vitória na LMGT3. Os carros #27 da Heart of Racing Team e o #95 da United Autosports completaram o pódio.
Dificuldades enfrentadas por brasileiros durante as 6 Horas de São Paulo
Nicolas Costa, da United Autosports, com o carro #59, foi o brasileiro melhor posicionado, alcançando a quarta colocação na LMGT3. Juntamente com James Cottingham e Grégoire Saucy, Costa enfrentou penalizações que prejudicaram seu desempenho na corrida, além de problemas técnicos que impossibilitaram a vitória.
“A gente não tinha um carro para isso (vencer). Foram alguns dos problemas técnicos que a gente enfrentou na corrida que não permitiram a gente ter a competitividade necessária para vencer a corrida. Então desde o primeiro stint a gente viu que o ritmo não era o que a gente esperava. Ainda vamos analisar o que aconteceu.” – declarou Costa.
Apesar dos desafios, Costa expressou orgulho pelo quarto lugar conquistado, resistindo à pressão dos adversários.
Outro brasileiro, Augusto Farfus, pilotou o carro #31 da BMW WRT, terminando na 10ª posição. Ele mencionou que o ritmo do carro estava abaixo do esperado, resultando em uma experiência frustrante.
“Foi um dia difícil, a gente sabia que seria uma prova em subida, só que eu não esperava que fosse tanto. O carro não tinha o ritmo que a gente esperava. Frustrante. Viemos para cá com a esperança de quem sabe, sair daqui na liderança do campeonato, mas infelizmente foi impossível.” – comentou Farfus.
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- Foto de capa: Julien Delfosse / DPPI
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